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Detetada presença de legionella em torres de refrigeração de Centro de Distribuição

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As autoridades de saúde detetaram a presença de legionella,  nas torres de refrigeração do Centro de Distribuição da Longa Vida, em Perafita, concelho de Matosinhos ,Porto, informou hoje a empresa de produtos lácteos.

Em comunicado, a empresa, que tinha desligado “preventivamente” as torres de refrigeração por causa de um surto de legionella, dá conta de que os “resultados que acabam de ser comunicados, esta noite, pelas autoridades de saúde à Longa Vida, indicam a presença de ‘Legionella Pneumophila’ nas torres de refrigeração do Centro de Distribuição em Perafita no dia 10 de novembro”.

Contudo, a empresa de produtos lácteos diz que “não recebeu informação sobre a correlação entre a presença desta bactéria” nas torres de refrigeração e a origem do surto que atingiu o Norte do país.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella Pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

De acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, 85 pessoas foram diagnosticadas com a doença, desde 29 de outubro, das quais 14 permanecem internadas e nove morreram.

 

Lusa

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Mau Tempo provocou quase 100 ocorrências até ao momento, mas sem gravidade

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Um total de 99 ocorrências, embora sem efeitos muito graves, foram contabilizadas pela Proteção Civil entre as 00:00 e as 10:00 de hoje, resultante dos primeiros efeitos da tempestade Dora que fustigará Portugal continental até à madrugada de domingo.

Segundo adiantou aos jornalistas o Comandante de Assistência ao Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil, Belo Costa, as condições atmosféricas adversas da tempestade Dora, que motivou o “estado de alerta especial” do dispositivo nacional, não causou, até ao momento, “nada de significativamente grave”, havendo apenas a registar quedas de árvores, postes de eletricidade, placards e alguns deslizamentos de terras, tudo semelhante a “um dia normal de inverno”.

“Felizmente é um registo baixo de ocorrências”, congratulou-se Belo Costa, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), revelando que Vila Real e Viseu foram para já os distritos mais atingidos pelos primeiros efeitos da tempestade que se vai intensificar até se dissipar na madruga do próximo domingo.

Este responsável da Proteção Civil apontou quatro fatores meteorológicos que justificam a subida do estado de alerta, nomeadamente “vento forte”, “agitação marítima em todos os distritos costeiros”, “queda de neve, sobretudo no norte e interior do país em zonas a partir dos 700 metros de altitude” e “temperatura baixa”, que associada ao vento provocará “desconforto térmico”.

Apesar de Vila Real e Viseu terem sido, até agora, os distritos mais atingidos pelos primeiros efeitos da tempestade, Belo Costa disse “ser expectável” que distritos como Viana do Castelo, Guarda e Castelo Branco venham a sofrer de forma mais acentuada a severidade da tempestade, admitindo-se também que haja problemas em Portalegre, embora com menos probabilidades.

Quanto à agitação marítima, até ao momento não há ocorrências a registar, tendo o Comandante Belo Costa alertado que, nesse domínio, o “alerta laranja” vai de Lisboa até Viana do Castelo (orla costeira), sendo, de momento, impossível determinar onde a agitação marítima será mais intensa até a tempestade ser ultrapassada na madrugada de domingo.

Nos outros distritos mantêm-se o alerta amarelo quanto à agitação do mar.

Belo Costa realçou que a ANEPC já acionou o reforço das bases sediadas em Guimarães (com duas brigadas 24 horas/dia), Trancoso, Proença-a-Nova, Valezim (Guarda) e Unhais da Serra, contando ainda com o apoio da Unidade de Proteção e Socorro da GNR para reforçar as suas bases de auxílio às populações.

Quanto à queda de neve, sobretudo no norte e interior do país, em locais de maior altitude, o Comandante Belo Costa advertiu para os riscos de circulação rodoviária, a qual deve ser “evitada”, apelando a que se resista à “tentação das fotografias e dos filmes” na neve.

Caso as pessoas insistam em ir para esses locais desaconselhados e com neve, alertou que devem averiguar atempadamente a situação do automóvel, como a dos pneus e das correntes para a neve, se existem circuitos alternativos como escapatória e evitar, sobretudo, o transporte de idosos e crianças.

Devem ainda garantir que levam consigo alimentos suficientes e necessários para as pessoas que transportam, por forma a evitar situações críticas que possam aumentar o número de pedidos de meios de socorro existentes nas imediações.

Em relação à agitação marítima, o responsável da proteção civil desaconselhou os passeios junto à orla marítima e admitiu que as autoridades municipais locais possam vir a interditar a circulação nas marginais junto ao mar.

Quanto ao frio e à descida de sobretudo no norte e interior do país, Belo Costa lembrou que, nestas situações o “desconforto térmico”, dispara o recurso a equipamentos de aquecimento e utilização de lareiras, advertindo para os cuidados a ter para se evitar efeitos colaterais como sejam incêndios ou intoxicação por monóxido de carbono por aproximação demasiada ou adormecimento junto ao calor da lareira.

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