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Dia do Doente: Atendimento nas urgências é a principal queixa - DECO

Os utentes dos serviços de Saúde queixam-se mais dos "privados". A conclusão ressalta do número de reclamações recebidas em 2018 pela Associação de Defesa do Consumidor.

No ano passado, chegaram à DECO cerca de 2500 queixas relacionadas com o setor da Saúde. Segundo explica à RecordFM, o coordenador do Departamento Jurídico da associação, Paulo Fonseca, "a maior parte, estamos a falar de 60 por cento, é sobre o setor privado, nomeadamente clínicas de Estomatologia, seguros de saúde associados ao serviço... mas não deixamos de ter 40 por cento das reclamações associadas ao setor público, nomeadamente os tempos de espera".

A propósito do Dia do Doente que se assinala esta segunda-feira, Paulo Fonseca explica que os principais motivos de insatisfação dos doentes relacionam-se "com o tempo de espera na urgência, atendimento nos estabelecimentos de Saúde e qualidade geral do serviço prestado".

Quando ao número de reclamações, têm-se mantido constante ao longo dos anos, o que não quer dizer que tudo esteja bem, O jurista da DECO defende que é prova da falta de informação do doente, que muitas vezes não se como ou se pode reclamar.

Assim, a Associação de Defesa do Consumidor lança hoje a campanha "Saúde a quem tem direito", para melhor informar o utente que "muitas vezes não está atento aos seus direitos. Por exemplo, não sabe que há limites aos tempos de espera ou não conhece como deve ou quando deve fazer uma reclamação. Muitas vezes notamos desconhecimento dos doentes sobre se pode exercer esse direito", conta Paulo Fonseca à RecordFM.

A campanha é dirigida a todos os cidadãos, especialmente aos grupos mais vulneráveis e com menos acesso à informação.

 

António Manuel Marques