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“Criança do Lapedo” em Leiria vai ser classificada

O pedido de classificação foi avançado em dezembro de 2018, pelo Museu Nacional de Arqueologia.

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Foto: CML

A Direção-Geral do Património Cultural abriu um procedimento de classificação do esqueleto da “Criança do Lapedo” e artefactos arqueológicos, do Abrigo do Lagar Velho, em Leiria.

Segundo a publicação do Diário da República, foi determinada a abertura do procedimento de classificação do esqueleto da “Criança do Lapedo” e de artefactos arqueológicos associados, provenientes do Abrigo do Lagar Velho (Lagar Velho 1), no concelho de Leiria, “cuja proteção e valorização representam valor cultural de significado para a Nação”.

O despacho, assinado pela diretora-geral do Património Cultural, acrescenta que o esqueleto da “Criança do Lapedo” e artefactos arqueológicos associados “estão em vias de classificação”, ficando a constar do inventário.

Na altura, o arqueólogo João Zilhão, que há 20 anos liderou a primeira equipa que trabalhou no local do achado, o Abrigo do Lagar Velho, na freguesia de Santa Eufémia, em Leiria, disse que gostava que a classificação “se transformasse em meios para continuar a investigação”.

João Zilhão salienta a importância do “Menino do Lapedo” para a reabilitação do homem de Neandertal: “Naquela época havia a ideia dominante na comunidade científica – transmitida para o grande público – de que os neandertais eram diferentes, meio brutos, que se calhar nem tinham linguagem. E que, na competição com uma espécie superior vinda de África, tinham acabado por desaparecer. Era uma simplificação grosseira do que tinha acontecido”.

O “Menino do Lapedo” foi encontrado em 1998, no Abrigo do Lagar Velho, no vale do Lapedo, freguesia de Santa Eufémia, a cerca de dez quilómetros de Leiria.

O esqueleto tem cerca de 29 mil anos e constituiu um acontecimento marcante no seio da paleoantropologia internacional, por se tratar do primeiro enterramento Paleolítico escavado na Península Ibérica.

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Bolsonaro chama Greta Thunberg de “pirralha” após ativista defender causa indígena

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O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chamou a ativista sueca Greta Thunberg de “pirralha”, após a ambientalista ter alertado para as lutas dos povos indígenas e mostrado preocupação com o assassinato de líderes nativos no Brasil.

Ao sair do Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente do Brasil, Bolsonaro questionou a cobertura jornalística dada a Thunberg, de 16 anos, que no último domingo usou a rede social Twitter para partilhar informação sobre o assassinato de mais dois indígenas no estado brasileiro do Maranhão.

“A Greta já disse que os índios morreram porque estavam a defender a Amazónia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí. Pirralha”, declarou o chefe de Estado a jornalistas, em Brasília.

Bolsonaro referia-se às declarações da jovem no Twitter, em que afirmou que “os povos indígenas estão literalmente a ser assassinados por tentar proteger a floresta da desflorestação ilegal. Repetidamente. É vergonhoso que o mundo permaneça calado sobre isso”.

O comentário de Bolsonaro sobre a adolescente segue a mesma linha daqueles já efetuados pelo seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que, em setembro, respondeu sarcasticamente a um vídeo da jovem ativista sobre sofrimento humano, morte de ecossistemas e iminente extinção em massa.

“Ela parece ser uma jovem menina muito feliz, que está a caminho de um futuro maravilhoso e brilhante. Muito bom ver isso”, ironizou Trump na ocasião.

Greta respondeu a Trump da mesma forma que retribuiu a Bolsonaro, colocando na sua biografia do Twitter as observações feitas pelo chefe de Estado.

Na manhã de sábado, dois membros da tribo Guajajara foram mortos a tiro e outros dois ficaram feridos numa estrada que corta uma reserva, no estado brasileiro do Maranhão.

As autoridades informaram que os disparos foram feitos por criminosos que estavam dentro de um veículo branco, mas não identificaram nenhum suspeito.

Foi também no Maranhão, há pouco mais de um mês, que ocorreu o assassinato de outro líder indígena, Paulo Paulino Guajajara, que atuava como guardião da floresta.

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