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Covid-19: Volta ao Alentejo em bicicleta foi cancelada

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Foto: Federação Portuguesa de Ciclismo

A 38.ª Volta ao Alentejo em bicicleta, que ia para a estrada no dia 18 deste mês, foi cancelada, devido ao surto de Covid-19, anunciou hoje o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC).

“A Volta ao Alentejo foi anulada”, afirmou o presidente da CIMAC, José Calixto, quando questionado pelos jornalistas numa conferência de imprensa sobre o Covid-19 na região, realizada na sede desta comunidade intermunicipal, em Évora.

O responsável disse ter a informação de que a prova foi anulada após uma reunião entre a entidade organizadora, a Podium, e a Federação Portuguesa de Ciclismo e na sequência da suspensão de “todas as provas internacionais de ciclismo até 12 de abril”.

Esta edição da “Alentejana” estava prevista para entre 18 e 22 deste mês, num total 817,2 quilómetros em cinco etapas, uma delas um contrarrelógio, com início em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora.

A Volta ao Alentejo em bicicleta é organizada pela Podium e pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central.

A epidemia do coronavírus já levou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a anunciar hoje a realização à porta fechada dos jogos da 25.ª jornada da I e II ligas, dos quais se destacam a visita do líder FC Porto a Famalicão e a receção do Benfica, campeão nacional e segundo classificado, com menos um ponto, ao Tondela.

O organismo federativo informou, também hoje, os encontros das competições não profissionais de futebol também seriam disputados à porta fechada, enquanto as associações de futebol do Porto, Braga, Aveiro e Leiria suspenderam a atividade e as restantes estruturas distritais restringiram a atividade ao escalão de seniores, até ao limite de cinco mil espetadores.

Foi ainda decidida a suspensão das competições nacionais nos escalões de formação de futebol e de futsal entre 14 e 28 de março e o encerramento ao público das provas de seniores de futsal, entre as quais a fase final da Taça de Portugal.

Também hoje, a meia maratona de Lisboa, marcada para 22 de março, foi adiada para 22 de setembro e anunciado que o jogo entre a Espanha e Portugal, da quinta e última jornada do Europe Championship de râguebi, agendado para 15 da março, em Madrid, será jogado à porta fechada.

As federações de basquetebol e de voleibol também anunciaram que os jogos das principais competições seniores, em masculinos e femininos, vão ser disputados à porta fechada e que os dos escalões de formação foram suspensos.

A Federação Portuguesa de Patinagem adotou uma medida menos restritiva, determinando que os jogos dos campeonatos masculino e feminino de hóquei em patins tenham a lotação limitada a 50% da capacidade dos pavilhões, com o máximo de 1.000 pessoas por partida, entre espetadores e intervenientes.

O Benfica também anunciou uma série de medidas preventivas, como a suspensão temporária da atividade desportiva e o adiamento de provas, em áreas como os escalões de formação de futebol, atletismo, natação e ginástica.

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Benfica, FC Porto e Sporting com perdas de 27 ME mês – especialist​​​​​​a

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Benfica, FC Porto e Sporting podem perder mais de 27 milhões de euros por cada mês de paragem do futebol devido à pandemia de covid-19, estimou à agência Lusa o especialista de gestão desportiva Alfredo Silva.

Segundo o professor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior Alfredo Silva, coordenador da licenciatura de Gestão das Organizações Desportivas, as perdas para os denominados ‘três grandes’ podem chegar a esses valores somando as três “áreas de negócio” mais relevantes em termos de receitas.

Se na bilheteira pode existir “uma perda real mensal de 4,3 milhões de euros”, números ponderados com os mais de 3,5 milhões de espetadores que assistiram a jogos da I Liga em 2018/19, a maior fatia dos quais em torno destes três rivais, os valores sobem muito mais quando se fala de transmissões televisivas.

Com o campeonato parado, não só os adeptos não podem marcar presença nos estádios, como não conseguem assistir às partidas em casa, através da televisão.

Nesse cenário, e assumindo uma paragem de um mês, as perdas com a distribuição televisiva das partidas, bem como outros conteúdos relacionados, originariam “uma perda de 17 milhões de euros” para os três clubes.

O outro eixo de perdas possíveis prende-se com os patrocínios e outros contratos de publicidade, que podem “ser mitigadas” para os clubes, mas acabam por afetar mais “as empresas e marcas patrocinadoras”.

“Os contratos poderão ser renegociados, facto que pode originar [para os clubes] perdas mensais de seis milhões de euros”, acrescenta o docente universitário.

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