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Covid-19: Portugal regista 832 novos casos e seis mortes nas últimas 24 horas

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Portugal regista hoje mais 832 casos confirmados de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2, seis mortes associadas à covid-19 e uma descida nos internamentos em enfermaria e nos cuidados intensivos, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico da DGS divulgado hoje, estão agora internadas 299 pessoas, menos 13 do que na segunda-feira, das quais 60 em unidades de cuidados intensivos, menos duas nas últimas 24 horas.

Dos óbitos registados, três ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, dois na região Norte e um na região Centro.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram em Portugal 18.106 pessoas e foram registados 1.080.929 casos de infeção.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se entre os idosos com mais de 80 anos (11.813), seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos (3.876).

Do total de vítimas mortais registadas até à data, em Portugal 9.498 eram homens e 8.608 mulheres.

Os dados divulgados pela DGS mostram também que estão ativos menos 184 casos, para um total de 30.021, e que 1.010 pessoas foram dadas como recuperadas da covid-19 nas últimas 24 horas, o que aumenta o total nacional para 1.032.802 recuperados.

Nas últimas 24 horas, o número de contactos em vigilância pelas autoridades de saúde desceu (menos 499), situando-se nos 20.675.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 580.416 mulheres e 499.773 homens, segundo os dados da DGS, segundo os quais há 740 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Entre as novas infeções destaca-se a faixa etária dos 20 aos 29 anos (mais 171), seguida dos 40 aos 49 anos (mais 140), dos 30 aos 39 (mais 130), dos 50 aos 59 anos (mais 101), dos 60 aos 69 anos (mais 70), dos 0 aos 9 anos (mais 64), dos 10 aos 19 (mais 61), dos 70 aos 79 anos (mais 58) e dos mais de 80 anos (mais 37).

A região de Lisboa e Vale do Tejo e a região Norte concentram 68% das infeções assinaladas nas últimas 24 horas.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 317 novas infeções, contabilizando-se até agora nesta área geográfica 417.452 casos e 7.710 mortos.

A região Norte registou 251 novas infeções por SARS-CoV-2, totalizando 413.726 casos de infeção e 5.587 óbitos desde o início da crise pandémica.

Na região Centro registaram-se mais 169 casos, perfazendo 144.907 infeções e 3.170 mortos.

No Alentejo foram assinalados 32 novos casos de infeção, totalizando 39.815 contágios e 1.047 mortos desde o início da pandemia.

Na região do Algarve, o boletim de hoje da DGS contabiliza 41 novos casos, acumulando-se 43.414 contágios pelo SARS-CoV-2 e 475 óbitos.

A região Autónoma da Madeira contabilizou 14 novos casos, somando 12.468 infeções e 73 mortes devido à doença covid-19 desde março de 2020.

Nas últimas 24 horas, e segundo a DGS, os Açores registaram oito novos casos, o que eleva para 9.147 contágios desde o início da pandemia e 44 mortes devido à doença.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

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Alunos tendem a ler cada vez menos com a idade, sobretudo os rapazes – estudo

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Os alunos tendem a ler cada vez menos com a idade e é sobretudo entre os rapazes que há menos gosto pelos livros, segundo um estudo divulgado hoje que aponta também a influência da família nas práticas de leitura.

As conclusões são da segunda parte do estudo “Práticas de Leitura dos Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário”, desenvolvido pelo Plano Nacional de Leitura e pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL, que olhou para os alunos dos 1.º e 2.º ciclos.

Os resultados mais recentes confirmam uma tendência que a análise do 3.º ciclo e secundário, divulgada em setembro, já indiciava: São os mais novos e as raparigas quem mais gosta de ler, e à medida que os alunos avançam nos níveis de ensino a leitura vai merecendo cada vez menos espaço nos tempos livres.

Olhando para os dados dos 12.842 alunos inquiridos do 3.º ao 6.º ano, a grande maioria dos alunos diz gostar ou gostar muito de ler livros (83,3% no 1.º ciclo e 79,7% no 2.º ciclo) e para os mais novos a leitura é, sobretudo, divertida.

Nestas idades, a diferença entre eles e elas já é notória e no 2.º ciclo, por exemplo, enquanto 28,6% das raparigas leem todos os dias, apenas 14,6% dos rapazes faz o mesmo.

O menor entusiasmo dos rapazes com a leitura verifica-se desde cedo: Nos 1.º e 2.º ciclos, apenas 7% das raparigas admite ler só quando é obrigada e entre os rapazes essa percentagem aumenta para 15,1% (1.º ciclo) e 17% (2.º ciclo).

Do lado oposto, 56,8% das raparigas dos 5.º e 6.º anos dizem que quando começam a ler não conseguem parar, algo sentido por apenas 38,8% dos rapazes.

Quando os resultados desta segunda parte do estudo são comparados com os da primeira, dedicada ao 3.º ciclo e secundário, tornam-se mais evidentes não só a diferença entre rapazes e raparigas, mas sobretudo entre os alunos mais novos e mais velhos.

Do 2.º ciclo para o 3.º ciclo, a percentagem de alunos que só lê por obrigação mais que duplica, passando de 11,9% para 25%, um número que se repete no ensino secundário.

A tendência para gostar menos de ler reflete-se também no número de livros lidos no último ano e se a maioria dos alunos entre os 3.º e o 6.º anos leram pelo menos cinco livros em 12 meses, a partir do 7.º ano a maioria não chega a esse número.

À data do inquérito, apenas 31,9% dos alunos do 3.º ciclo e 25,4% dos alunos do secundário estavam a ler algum livro, um número inferior aos 55,3% do 1.º ciclo e 58,3% do 2.º ciclo.

Durante o período de confinamento imposto devido à pandemia de covid-19, os alunos intensificaram a leitura de livros, mas nem todos e, por isso, a diferença entre os mais novos e os mais velhos, e entre rapazes e raparigas, foi acentuada, uma vez que, quando tiveram de ficar em casa, aqueles que gostavam de ler passaram a fazê-lo ainda mais.

Além destas diferenças, o estudo hoje divulgado confirma também a influência do contexto familiar e do incentivo à leitura, verificando-se uma ligação entre as práticas dos alunos e a relação da família com a leitura.

Esta associação repete-se em diversos níveis, incluindo na relação dos alunos com a biblioteca escolar: Os alunos que mais recorrem às bibliotecas da escola para ler e levar livros são também aqueles que têm mais livros em casa.

Por outro lado, verifica-se também o enfraquecimento da relação das famílias com a leitura ao longo dos ciclos de ensino, uma situação que, para os investigadores, aumenta a complexidade do desafio colocado às escolas e o reforço de investimento na promoção de práticas de leitura de jovens e de adultos.

Já no contexto escolar, o estudo sublinha o impacto das atividades relacionadas com a leitura e a escrita desenvolvidas em sala de aula nas práticas de leitura dos alunos, uma vez que quanto maior é a exposição a essas atividades, maior é o número de livros lidos.

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