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Covid-19: EasyJet vai cancelar voos de e para Itália

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A easyJet vai cancelar alguns voos de e para Itália por causa dos casos do novo coronavírus detetados naquele país, que provocaram uma redução na procura e na taxa de ocupação dos voos.

Numa nota, a easyJet diz que observou um abrandamento na procura e na taxa de ocupação dos voos para as bases no norte de Itália, onde o surto de Covid-19 já matou 14 pessoas e infetou pelo menos 400.

Para diminuir o impacto do Covid-19 nas contas da companhia, a easyJet adianta estar empenhada numa “gestão de eficiência operacional e de controlo de custos em diversas áreas do negócio”, que inclui cortes nas áreas administrativas, congelamento do recrutamento, promoções e aumentos salariais, oferta de licenças não remuneradas e interrupção de formações não obrigatórias e a realocação de aviões para o verão de 2020.

“Estamos também a registar um abrandamento na procura nos restantes mercados europeus onde operamos. Como resultado, iremos cancelar alguns voos, principalmente os que entram e saem de Itália, enquanto continuaremos a monitorizar a situação, adaptando o nosso plano de voos para corresponder à procura do mercado”, refere a companhia área de baixo custo.

A empresa admite que ainda é cedo para determinar qual será o impacto do surto do Covid-19 para os negócios das companhias aéreas e do turismo e esclarece que continuará atenta a todos os desenvolvimentos, atualizando a informação junto de todos os mercados, sempre que se justifique.

“A easyJet está a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades e a seguir as diretrizes fornecidas pela Organização Mundial da Saúde e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação para garantir a saúde e o bem-estar dos nossos colaboradores e clientes”, afirma a companhia, lembrando que tem um grupo de trabalho multidisciplinar que reúne diariamente para garantir a eficácia de todos os processos e políticas da empresa.

A companhia aérea ‘low-cost’ diz ainda que os procedimentos que está a aplicar para lidar com doenças transmissíveis são semelhantes aos desenvolvidos durante a epidemia de SARS e outras emergências de saúde global.

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Afinal as máscaras são ou não eficazes?

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O presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas, Fausto Pinto, critica a posição da Direção-Geral da Saúde sobre as máscaras de proteção face à pandemia de covid-19 e defende que o argumento da sua ineficácia não é verdadeiro.

“Está demonstrado que a utilização das máscaras diminui o potencial de contaminação. O que nos incomodou na posição da Direção-Geral da Saúde  foi o argumento utilizado: de que não era eficaz. Isto não é verdade. O que temos é que não há máscaras suficientes e, por isso, arranjou-se um artifício, uma desculpa, dizendo que as máscaras não são eficazes”, afirma, em entrevista à Lusa, o líder do conselho que reúne a academia portuguesa na área da medicina.

Fausto Pinto recorre ao exemplo da República Checa, “um país com a dimensão de Portugal”, para explicar que a política checa de utilização obrigatória de máscara de proteção resultou em “metade dos casos e cerca de 40 mortos” provocados pelo novo coronavírus, reiterando ainda que se ensina “em dois minutos” a população a usar uma máscara corretamente.

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