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Covid 19: É preferível adiar do que jogos à porta fechada – Associação Defesa do Adepto

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A qualquer momento pode sair a determinação. Os jogos de futebol são suspensos ou decorrem à porta fechada como medida preventiva do novo coronavírus (Covid 19).

Clubes e demais instituições aguardam apenas pela determinação da Liga Portuguesa e Federação Portuguesa de Futebol.

Para a presidente da Associação Portuguesa da Defesa do Adepto, Martha Gens, o problema é real.
Em entrevista à Record FM, Martha Gens sublinha que o adepto vai sair prejudicado, mas acima de tudo está o interesse da saúde pública: “Por questões de segurança, se essas medidas forem cruciais para evitar qualquer tipo de epidemia, de contágio, o que consideramos é que os jogos deverão ser adiados, sendo certo que será sempre injusto que a decisão passe pela partida decorrer à porta fechada”.
Martha Gens lembra que “há adeptos que compram os chamados bilhetes de época e poderão ver os interesses condicionados por motivos que lhes são estranhos, mesmo sendo de natureza pública”.

A dirigente tem no entanto noção que os calendários de jogos já são um problema para as instituições: “Naturalmente que também será complicado um reagendamento dos jogos que poderão vir a ser adiados. É uma questão complicada que deverá merecer o acolhimento das instituições competentes, sem esquecer que são os adeptos que dão toda uma vivência e alegria aos estádios”. Daí que, para Martha Gens, quem de direito deverá sempre “privilegiar o adiamento dos eventos desportivos e não a sua realização à porta fechada”.

Quanto a um certo alarme social, à pergunta se se deve ir ou não a jogos de futebol, neste preciso momento, a presidente da Associação Portuguesa da Defesa do Adepto entende que não vê, para já, motivos para radicalismos: “Há questões de saúde que devem ser acauteladas. Todos nós devemos prevenir da melhor forma um eventual contágio. Contudo, provavelmente, todos nós andamos de transportes públicos todos os dias, de metro ou autocarro, seja como for, estamos em contato com muita gente no decorrer da vida pessoal e profissional… bem se o objetivo é não ir a um evento desportivo, sendo que a maioria dos estádios são ao ar livre, não é um espaço fechado, enclausurado, então se calhar também temos de repensar todo o nosso dia a dia. Nessa linha de pensamento o ideal seria nem se sair de casa”.

Para Martha Gens o que se deve fazer é “aguardar por instruções das entidades de saúde competentes”.

A presidente da Associação Portuguesa da Defesa do Adepto em entrevista à Record FM.

Desporto

Benfica, FC Porto e Sporting com perdas de 27 ME mês – especialist​​​​​​a

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Benfica, FC Porto e Sporting podem perder mais de 27 milhões de euros por cada mês de paragem do futebol devido à pandemia de covid-19, estimou à agência Lusa o especialista de gestão desportiva Alfredo Silva.

Segundo o professor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior Alfredo Silva, coordenador da licenciatura de Gestão das Organizações Desportivas, as perdas para os denominados ‘três grandes’ podem chegar a esses valores somando as três “áreas de negócio” mais relevantes em termos de receitas.

Se na bilheteira pode existir “uma perda real mensal de 4,3 milhões de euros”, números ponderados com os mais de 3,5 milhões de espetadores que assistiram a jogos da I Liga em 2018/19, a maior fatia dos quais em torno destes três rivais, os valores sobem muito mais quando se fala de transmissões televisivas.

Com o campeonato parado, não só os adeptos não podem marcar presença nos estádios, como não conseguem assistir às partidas em casa, através da televisão.

Nesse cenário, e assumindo uma paragem de um mês, as perdas com a distribuição televisiva das partidas, bem como outros conteúdos relacionados, originariam “uma perda de 17 milhões de euros” para os três clubes.

O outro eixo de perdas possíveis prende-se com os patrocínios e outros contratos de publicidade, que podem “ser mitigadas” para os clubes, mas acabam por afetar mais “as empresas e marcas patrocinadoras”.

“Os contratos poderão ser renegociados, facto que pode originar [para os clubes] perdas mensais de seis milhões de euros”, acrescenta o docente universitário.

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