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Covid-19: É muito cedo para prever o fim da epidemia – OMS

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que ainda é “muito cedo” para prever o fim da epidemia causada pelo novo coronavírus Covid-19.

“Penso que é muito cedo para tentar prever o início, o meio ou o fim dessa epidemia”, disse aos jornalistas o chefe do departamento de urgências de saúde da OMS, Michael Ryan.

Ryan falava em conferência de imprensa na sede da OMS, em Genebra, onde estão reunidos centenas de especialistas na busca de uma forma de conter o coronavírus, que já matou mais de mil pessoas na China.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que “o número de novos casos relatados na China estabilizou na semana passada”, mas adiantou que tal deve ser “interpretado com muita prudência”.

“Esta epidemia pode ir em qualquer direção”, disse o responsável.

A conferência que a OMS está a organizar reúne várias centenas de especialistas em epidemiologia de todo o mundo para analisar formas de combater o vírus.

O Presidente chinês, Xi Jinping, saudou hoje o “desenvolvimento positivo” da epidemia, com o número de novos casos a cair durante três dias, ainda que o total de vítimas ultrapassem as 1.100.

Na conferência de imprensa em Genebra Michael Ryan também se referiu ao que parece ser a estabilização do número de novos casos, devido principalmente ao que disse ser a enorme operação de saúde pública na China, com 60 milhões de pessoas em quarentena.

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MAI apela a empresas para facultarem documento que justifique deslocações

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O ministro da Administração Interna alertou hoje para as restrições de circulação durante o período da Páscoa e por isso apelou às empresas para que facultem aos trabalhadores um documento que justifique as deslocações fora do concelho de residência.

Em conferência de imprensa realizada após a quinta reunião da estrutura de monitorização do estado de emergência, realizada no Ministério da Administração Interna, Eduardo Cabrita disse que, entre os dias 09 e 13 de abril, vai haver “um conjunto de restrições à circulação muito significativas”, sublinhando que, durante este período, “apenas por razões imperiosas de saúde ou de urgência” e de trabalho se pode sair do concelho de residência.

Nesse sentido, apelou às entidades patronais para que preparem um documento que justifique, durante esse período da Páscoa, as deslocações fora do concelho da residência, indicando em que atividade trabalha e qual a razão.

O estado de emergência foi hoje renovado até 17 de abril com mais medidas restritivas, nomeadamente a proibição de grupos na rua com mais de cinco pessoas, além de regras mais apertadas de circulação para o período da Páscoa, como encerramento dos aeroportos e proibição de circulação fora do concelho de residência.

O ministro sublinhou que as polícias municipais vão ter mais poderes, passando atuar numa “cooperação expressa com as forças de segurança”.

O novo decreto do estado de emergência dá também, segundo Eduardo Cabrita, mais poderes às juntas de freguesias, que têm um “papel ativo muito importante” na consciencialização dos portugueses.

O ministro sublinhou que as juntas de freguesia têm agora “competência expressa de aconselhamento, recomendação e comunicação” às forças de segurança de situações de incumprimento.

 

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