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Covid-19: Confinamento com escolas abertas reduz índice de transmissibilidade abaixo de 1

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A adoção de novo confinamento sem o encerramento das aulas presenciais é suficiente para reduzir o índice de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 em Portugal abaixo de 1, explicou hoje o investigador Baltazar Nunes, do Instituto Ricardo Jorge (INSA).

Numa apresentação, no âmbito da reunião que junta hoje no infarmed políticos e especialistas em saúde pública, sobre a evolução da incidência e da transmissibilidade do vírus no país ao longo das últimas semanas, na qual se verificou um agravamento acentuado da pandemia de covid-19, o epidemiologista avisou para as consequências de não se tomarem de imediato medidas para travar o ritmo de transmissão, cujo Rt nacional está atualmente em 1,22.

“Se não fizermos nada, mantendo-se o Rt atual, o número de casos e hospitalizações vai continuar a aumentar de forma exponencial. Se implementarmos essas medidas por duas semanas, o Rt volta a aproximar-se de 1. Se for por um mês, já se começa a ver uma redução em todos os cenários. Quanto maior for o confinamento, maior será a redução da transmissão”, sublinhou.

Depois de revelar que o Rt passou de 0,98 no dia 25 de dezembro para 1,2 no dia 30, Baltazar Nunes traçou então diferentes cenários de confinamento para janeiro e fevereiro, que previam a continuidade das aulas presenciais para todos os ciclos, a suspensão de atividade letiva presencial acima dos 15 anos e o encerramento total das aulas presenciais, como ocorreu em março e abril de 2020.

Segundo as estimativas da equipa coordenada pelo investigador do INSA, um confinamento com “as escolas em regime presencial é suficiente para trazer o Rt para baixo de 1”, mas a descida será superior se houver suspensão das aulas para os alunos com mais de 15 anos e ainda mais acentuada numa eventual suspensão total da atividade letiva.

Atualmente, o Rt nacional é de 1,22. A nível de distribuição geográfica, verifica-se que a região Norte tem o índice de transmissibilidade mais baixo, com 1,18, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (1,23), Madeira (1,24), Centro (1,25), Alentejo e Açores (1,27) e Algarve (1,29).

Paralelamente, Baltazar Nunes analisou os efeitos das medidas de restrição aplicadas pelo Governo ao fim de semana nos últimos meses, considerando que “a incidência estava a crescer a 3% no período anterior ao confinamento ao fim de semana” e depois passou a registar-se “uma tendência de redução de 1,4% a 1,9%”, sendo essa diminuição também visível no impacto em hospitalizações.

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Abstenção mais elevada de sempre em eleições para PR

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A abstenção nas eleições presidenciais deste domingo foi de 54,55 por cento no território nacional.

Nestas eleições em contexto de pandemia,  votaram 4,2 milhões de eleitores, menos de metade dos 9,3 milhões de inscritos no território nacional.

A taxa de abstenção, que se situou nos 54,55 por cento, foi a mais elevada em eleições presidenciais, ultrapassando a registada na reeleição de Cavaco Silva, em 23 de janeiro de 2011, em que 53,56 por cento dos eleitores optaram por não ir às urnas.

Estes dados referem-se apenas a Portugal continental e Regiões Autónomas, faltando apurar todos os resultados das votações no estrangeiro.

As eleições presidenciais de 2021 voltaram a confirmar a tendência para uma maior abstenção quando se trata de um segundo mandato.

Os votos brancos atingiram 1,11 por cento e os nulos 0,94 por cento. No primeiro caso, esta percentagem foi menor relativamente às eleições presidenciais de 2016, nas quais se registaram 1,24 por cento de votos brancos, mas os votos nulos foram, nestas eleições, em maior percentagem em comparação com os 0,92 por cento de 2016.

 

Lusa

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