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Construção de novo troço ferroviário da Linha do Alentejo arranca na quinta-feira

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Linha comboio

A fase de construção do troço ferroviário Freixo/Alandroal, do Corredor Internacional Sul, que vai ligar o Porto de Sines à fronteira do Caia (Elvas), arranca na quinta-feira, com o início da instalação do estaleiro da obra.

Fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (IP) revelou à agência Lusa que a montagem do estaleiro se segue à assinatura do auto de consignação, cuja cerimónia está marcada para esta tarde, em Alandroal, no distrito de Évora.

O contrato para a construção do troço ferroviário Freixo/Alandroal, no valor de 74,7 milhões de euros, foi assinado em abril deste ano com a MOTA-ENGIL, Engenharia e Construção, S.A., empresa à qual foi adjudicada a obra.

O troço Freixo/Alandroal tem uma extensão de 20,5 quilómetros, é o primeiro a entrar em obra dos três que compõem o novo percurso da Linha de Évora: Évora Norte/Freixo, Freixo/Alandroal e Alandroal/Linha do Leste.

O troço Évora Norte/Freixo, no concelho de Redondo, igualmente com 20,5 quilómetros de extensão, foi adjudicado em 11 de fevereiro, conta com um investimento de 46,6 milhões de euros e um prazo de execução de 540 dias.

A empreitada do troço Freixo/Alandroal, desenvolvida no âmbito do programa Ferrovia 2020, envolve, entre outros trabalhos, a construção da infraestrutura de via-férrea, incluindo terraplenagem e sistema de drenagem e a criação de uma estação técnica.

Além disso, vão ser construídas cinco pontes (com extensões que variam entre os 148 metros e os 664 metros) e quatro viadutos ferroviários (entre os 310 e os 614 metros de extensão), assim como 16 obras de arte para a criação de desnivelamentos rodoviários.

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Presidente da República pede atenção para as crianças em situação de pobreza

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O Presidente da República defendeu hoje que é preciso “acelerar passo” na proteção dos direitos das crianças e pediu atenção da sociedade como um todo para as que ainda estão em situação ou risco de pobreza.

Numa cerimónia de comemoração dos 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, no Museu de Marinha, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que este “tem de ser um desafio nacional de todos os dias”.

Segundo o chefe de Estado, “tem de ser a sociedade a exigir mais, a chamar a atenção para este problema” e a questionar “por que é que há aquela bolsa de pobreza de crianças” ou “por que é que ali funciona e ali funciona mal”.

Logo no início da sua intervenção, o Presidente da República saudou a “estratégia que é posta hoje em debate público” sobre os direitos da criança por parte do Governo, congratulando-se também com “a criação de um conselho em que as pessoas que percebem destas matérias vão ser ouvidas pelo menos duas vezes por ano”.

“Fico muito feliz com esta estratégia nacional, que significa uma visão de conjunto e haver programas muito bem definidos sobre o que se vai fazer para os próximos anos, que ela seja discutida e aprovada”, acrescentou.

Ao longo de cerca de 20 minutos, Marcelo Rebelo de Sousa recuou aos anos 50 do século passado, quando a sua mãe trabalhava como assistente social no Casal Ventoso, em Lisboa, para lembrar como “as crianças eram destratadas, maltratadas, esquecidas em Portugal”, que hoje já “não é o mesmo país”.

“Era impressionante ver o que era a vida das crianças em Portugal e em Lisboa há 60 e tal anos, os que não tinham nascido do lado da vida com sol, tinham nascido do lado da sombra: era pobreza, era não ter as mínimas condições de saúde, era não ir à escola”, relatou, perante uma assistência composta por crianças e jovens.

O Presidente da República considerou que a Convenção sobre os Direitos da Criança adotada em novembro de 1989 pelas Nações Unidas “foi um sucesso” que provocou mudanças legislativas, mudanças de formação e de mentalidades sobre a necessidade de “proteção reforçada” das crianças.

No entanto, realçou que ainda “há crianças em zonas de pobreza e de risco de pobreza” e que “há diferenças entre aquelas que vão à escola e as que não vão à escola”.

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