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Construção de novo troço ferroviário da Linha do Alentejo arranca na quinta-feira

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Linha comboio

A fase de construção do troço ferroviário Freixo/Alandroal, do Corredor Internacional Sul, que vai ligar o Porto de Sines à fronteira do Caia (Elvas), arranca na quinta-feira, com o início da instalação do estaleiro da obra.

Fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (IP) revelou à agência Lusa que a montagem do estaleiro se segue à assinatura do auto de consignação, cuja cerimónia está marcada para esta tarde, em Alandroal, no distrito de Évora.

O contrato para a construção do troço ferroviário Freixo/Alandroal, no valor de 74,7 milhões de euros, foi assinado em abril deste ano com a MOTA-ENGIL, Engenharia e Construção, S.A., empresa à qual foi adjudicada a obra.

O troço Freixo/Alandroal tem uma extensão de 20,5 quilómetros, é o primeiro a entrar em obra dos três que compõem o novo percurso da Linha de Évora: Évora Norte/Freixo, Freixo/Alandroal e Alandroal/Linha do Leste.

O troço Évora Norte/Freixo, no concelho de Redondo, igualmente com 20,5 quilómetros de extensão, foi adjudicado em 11 de fevereiro, conta com um investimento de 46,6 milhões de euros e um prazo de execução de 540 dias.

A empreitada do troço Freixo/Alandroal, desenvolvida no âmbito do programa Ferrovia 2020, envolve, entre outros trabalhos, a construção da infraestrutura de via-férrea, incluindo terraplenagem e sistema de drenagem e a criação de uma estação técnica.

Além disso, vão ser construídas cinco pontes (com extensões que variam entre os 148 metros e os 664 metros) e quatro viadutos ferroviários (entre os 310 e os 614 metros de extensão), assim como 16 obras de arte para a criação de desnivelamentos rodoviários.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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