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Cólera afeta mais de duas mil pessoas em Moçambique

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Marinha resgata mulher Moçambique 3
Foto: Facebook Marinha Portuguesa

As autoridades moçambicanas registaram, esta sexta-feira, 353 novos casos de cólera no centro do país, elevando para 2.094 o registo de pessoas que já foram infetadas no surto que se seguiu ao ciclone Idai.

O número de novos casos tinha abrandado na quarta-feira, mas hoje voltou a crescer. A percentagem de doentes curados é de 94%, havendo a registar duas mortes.

Uma campanha de vacinação contra a cólera arrancou na quarta-feira no centro de Moçambique e prevê abranger 884 mil pessoas com uma vacina oral que tem uma eficácia superior a 80%, anunciou o Governo moçambicano.

Em Moçambique, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, a passagem do ciclone Idai terá afetado 1,4 milhões de pessoas, provocando pelo menos 598 mortos e 1.641 feridos.

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Adeptos pedem fim da “instrumentalização política” do Benfica por André Ventura

Ricardo Araújo Pereira e Pedro Norton são algusn dos subscritores da carta aberta.

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Foto: Facebook André Ventura

Um grupo de adeptos do Benfica pediu à direção presidida por Luís Filipe Vieira para pôr fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega, em carta aberta publicada, esta sexta-feira.

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores na Tribuna Expresso.

Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira expressam publicamente “indignação” perante o facto de o presidente do Chega, André Ventura, ter usado o clube “para criar uma persona política”, assinalando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

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