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Chefe de segurança de Marcelo está infetado com o novo coronavírus

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O Presidente da República foi obrigado a participar por videoconferência no debate televisivo com os candidatos a Belém por ter contactado com o seu chefe de segurança, que na terça-feira testou positivo ao novo coronavírus.

Segundo o jornal Público, que cita o relato feito pelo próprio Marcelo Rebelo de Sousa, o chefe de segurança “passou o domingo passado no Palácio de Belém, juntamente com o chefe de Estado, e tiveram contactos próximos em sítios fechados”.

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo tinha começado por informar o Presidente da República de que poderia estar presente no debate, transmitido na RTP e que decorreu no Pátio da Galé (Lisboa), tendo mesmo sido enviado um email para a RTP com essa informação, na sequência dos dois testes negativos que Marcelo Rebelo de Sousa fez, após um primeiro positivo.

Na sequência desta alteração, o próprio Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se “muito irritado” com as autoridades de saúde por não ter recebido “por escrito, uma posição” sobre se podia ou não ir ao debate.

“Eu sinto-me muito irritado porque não me dão, por escrito, uma posição sobre se eu podia ir ao debate ou não. E, portanto, eu não tendo uma posição, esperei, esperei, a primeira posição era que eu podia ir, a segunda era que não, verbalmente, estou à espera de uma reunião, e, na dúvida, vim para casa, para fazer [o debate] de casa, não ia fazer de Belém. O debate não é com o Presidente da República, é com o candidato. O mínimo é haver uma resposta por escrito” das autoridades sanitárias, defendeu na terça-feira o chefe de Estado em declarações à RTP à chegada à sua residência, em Cascais, distrito de Lisboa.

O recandidato acrescentou que, por tudo isto, acabou por fazer o debate por videoconferência a partir da sua residência, em Cascais.

“Não sei bem como, tenho de improvisar, e depois tenho de ficar cá, não vou outra vez para Belém, tenho de ficar cá nos próximos dias, enquanto entenderem que devo ficar em isolamento”, prosseguiu o chefe de Estado.

Marcelo considerou “legítima a decisão” de permanecer em casa, já que o “Presidente tem de ser tratado como qualquer cidadão comum”, no entanto, “merece é uma resposta que diga se pode ir ou não pode ir” ao debate.

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Abstenção mais elevada de sempre em eleições para PR

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A abstenção nas eleições presidenciais deste domingo foi de 54,55 por cento no território nacional.

Nestas eleições em contexto de pandemia,  votaram 4,2 milhões de eleitores, menos de metade dos 9,3 milhões de inscritos no território nacional.

A taxa de abstenção, que se situou nos 54,55 por cento, foi a mais elevada em eleições presidenciais, ultrapassando a registada na reeleição de Cavaco Silva, em 23 de janeiro de 2011, em que 53,56 por cento dos eleitores optaram por não ir às urnas.

Estes dados referem-se apenas a Portugal continental e Regiões Autónomas, faltando apurar todos os resultados das votações no estrangeiro.

As eleições presidenciais de 2021 voltaram a confirmar a tendência para uma maior abstenção quando se trata de um segundo mandato.

Os votos brancos atingiram 1,11 por cento e os nulos 0,94 por cento. No primeiro caso, esta percentagem foi menor relativamente às eleições presidenciais de 2016, nas quais se registaram 1,24 por cento de votos brancos, mas os votos nulos foram, nestas eleições, em maior percentagem em comparação com os 0,92 por cento de 2016.

 

Lusa

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