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Cerimónias fúnebres de José Mário Branco realizam-se esta quarta-feira, na Voz do Operário

O músico José Mário Branco morreu hoje aos 77 anos.

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As cerimónias fúnebres do músico José Mário Branco começam esta quarta-feira a partir das 17:00 no salão nobre da Voz do Operário, em Lisboa, sendo o funeral na quinta-feira à tarde.

Segundo disse à agência Lusa o agente de José Mário Branco, as cerimónias fúnebres decorrem no salão nobre da Voz do Operário na quarta-feira das 17:00 às 22:30 e na quinta-feira a partir das 11:00.

Na quinta-feira, o funeral parte para o cemitério do Alto de São João pelas 17:30, ainda de acordo com o ‘manager’ do músico, Paulo Salgado.

Nascido no Porto, em maio de 1942, José Mário Branco é considerado um dos mais importantes autores e renovadores da música portuguesa, em particular no período da Revolução de Abril de 1974, cujo trabalho se estende também ao cinema, ao teatro e à ação cultural.

Foi fundador do Grupo de Ação Cultural (GAC), fez parte da companhia de teatro A Comuna, fundou o Teatro do Mundo, a União Portuguesa de Artistas e Variedades e colaborou na produção musical para outros artistas, nomeadamente Camané, Amélia Muge, Samuel e Nathalie.

Em 2018, José Mário Branco cumpriu meio século de carreira, tendo editado um duplo álbum com inéditos e raridades, gravados entre 1967 e 1999. A edição sucede à reedição, no ano anterior, de sete álbuns de originais e um ao vivo, de um período que vai de 1971 a 2004.

No ano passado, aquando da homenagem que lhe foi prestada no âmbito da Feira do Livro do Porto, José Mário Branco afirmou: “O que a gente faz é uma gota no oceano do grande caminho da Humanidade”.

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Detidos cinco suspeitos de envolvimento na morte de estudante cabo-verdiano em Bragança

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Cinco homens foram detidos por suspeita de estarem envolvidos na morte do estudante cabo-verdiano em Bragança, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

As detenções acontecem quase um mês depois dos factos ocorridos na madrugada de 21 de dezembro, em Bragança, em que uma desavença num bar terá estado na origem da agressão.

O estudante cabo-verdiano Giovani Rodrigues foi encontrado sozinho caído na rua e acabou por morrer 10 dias depois, num hospital do Porto.

Com a morte, na madrugada de 31 de dezembro, o caso passou para a alçada da Polícia Judiciária que informou hoje que procedeu, na quinta-feira, “a buscas domiciliárias, inquirições e interrogatórios de várias pessoas, suspeitas de estarem envolvidas nos acontecimentos que determinaram a morte daquele jovem”.

“Na sequência desta ação operacional, envolvendo investigadores e peritos da Polícia Judiciária, foram detidos cinco homens, com idades entre os 22 e os 35 anos, tendo sido apreendidos elementos probatórios relevantes”, refere, em comunicado.

A PJ indica ainda que “a investigação tem vindo a ser conduzida em estreita articulação com o Ministério Publico de Bragança, titular do Inquérito”.

Os detidos vão ser presentes para interrogatório judicial, que deverá ocorrer no tribunal de Bragança, desconhecendo-se ainda a hora, sendo que a PJ adianta também que “oportunamente serão prestados esclarecimentos adicionais”.

O jovem cabo-verdiano tinha chegada há pouco mais de um mês para estudar na escola de Mirandela do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).

Na noite dos acontecimentos, Giovani Rodrigues terá saído com mais três amigos e no bar Lagoa Azul um dos elementos do grupo terá tido uma desavença com outro homem, como confirmou aquele estabelecimento comercial, sublinhando que a vítima não esteve envolvida.

Os amigos de Giovani relataram que, depois de saírem do bar, um grupo de “cerca de 15 pessoas” os aguardava mais à frente, já na avenida Sá Carneiro, e terão começado a agredir o elemento que esteve envolvido no desentendimento.

De acordo com os relatos, Giovani e os restantes amigos terão tentado parar a contenda e este terá sido atingido com uma paulada na cabeça.

O jovem cabo-verdiano foi encontrado mais de um quilómetro depois, sozinho e caído inanimado na rua.

Os bombeiros de Bragança confirmam terem sido chamados para um caso de “intoxicação”, o termo técnico usado na emergência médica para situações que envolvem excesso de álcool, entre outras.

Só quando a equipa de socorro observou o jovem é que se apercebeu que tinha um hematoma na cabeça. A vítima foi transportada para o hospital de Bragança que avisou a PSP de que apresentava sinais de agressão.

De Bragança foi transferido para o hospital de Santo António, no Porto, onde morreu na madrugada de 31 de dezembro.

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