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Cerca de 40% dos hospitais têm ruturas no fornecimento de medicamentos todos os dias

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Quase 40% dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) indicam ter diariamente ruturas no fornecimento de medicamentos e outros 30% afirmam que as ruturas ocorrem semanalmente, segundo um estudo que é hoje apresentado.

Promovido pela Ordem dos Farmacêuticos, Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares e pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, o estudo sobre acesso ao medicamento hospitalar foi feito com base em questionários que foram respondidos em outubro por metade das unidades do SNS.

Os preços “excessivamente baixos dos medicamentos genéricos” são a causa mais importante identificada pelos hospitais para as ruturas de fornecimento. Estas ruturas são muitas vezes resolvidas com recurso à importação do medicamento.

Os dados do estudo mostram que 39,1% dos hospitais têm ruturas no fornecimento de medicamentos de uso hospitalar todos os dias, 30,4% dizem que ocorre semanalmente e outros 30% que as ruturas são mensais.

As ruturas no fornecimento de medicamentos de uso hospitalar são consideradas pela totalidade dos hospitais como um “problema grave”. Para 26% dos inquiridos é um problema grave que afeta todos os medicamentos, para 30% afeta essencialmente os fármacos que têm genéricos e para 44% é grave, mas apenas nalguns medicamentos.

O “Índex Nacional do Acesso ao Medicamento Hospitalar” avaliou ainda os maiores desafios na introdução de fármacos inovadores.

Mais de 60% consideram o processo para introdução de medicamentos inovadores como complexo, 52% apontam como problema a falta de recursos humanos, mas quase todos os hospitais entendem que o acesso a novas terapêuticas vai permitir melhores resultados clínicos e melhor qualidade de vida para os doentes.

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Turismo algarvio procura alternativas ao mercado britânico

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O turismo algarvio procura alternativas ao mercado britânico, que representa um terço das dormidas na região e quase metade dos passageiros desembarcados no Aeroporto de Faro, e espera que o Governo britânico reverta a sua posição.

“Não tenhamos ilusões, porque um mercado que representa um terço dos mercados externos não tem uma solução rápida para colmatar esta lacuna”, disse à Lusa o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA).

João Fernandes destaca que “quase metade (49%)” do desembarque dos quatro milhões e meio de passageiros no Aeroporto de Faro “são do Reino Unido” e, em termos em dormidas, “representam um terço (33%)” do total das dormidas do mercado externo, com seis milhões de dormidas em hotelaria classificada.

Ressalva ainda que há “100 mil camas de alojamento local” bem como “cerca de 200 mil segundas residências”, que não entram nos cálculos do Instituto Nacional de Estatística”.

Portugal foi excluído de uma lista de países com quem o Reino Unido estabeleceu um corredor aéreo, num sistema que vai entrar em vigor hoje e dispensa de fazer quarentena quem chegue a solo britânico proveniente dos países que constam dessa lista.

Até agora, quem chegava do estrangeiro ao Reino Unido tinha de ficar 14 dias em isolamento ou arriscava uma multa de mil libras (1.100 euros).

O presidente da Região de Turismo do Algarve considerou que o único mercado que pode “fazer um efeito tampão ao britânico é o nacional”, sendo também o que “habitualmente tem mais presença em julho e agosto”.

Por isso, defendeu que é necessário “reforçar a procura de portugueses, de espanhóis, de alemães, de franceses, de irlandeses e de italianos”, mercados que têm sido explorados na “diversificação da aposta”.

“Recentemente lançámos uma campanha para o mercado interno, com reflexo também no mercado espanhol, inglês, alemão, holandês, irlandês e francês, os nosso principais mercados”, informou João Fernandes.

O setor do turismo foi dos mais afetado desde o início da pandemia e agravou-se agora mais no Algarve, na época alta, depois de vários países obrigarem os seus cidadãos a um período de quarentena se viajarem para Portugal.

Os empresários algarvios revelam quebras de atividade das empresas dos diferentes setores na ordem dos 70% a 90% e o desemprego na região cresceu em maio mais de 200% em relação ao mesmo período de 2019.

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