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CDU envia Heloísa Apolónia a Leiria e recupera Miguel Tiago por Viseu nas legislativas

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Foto: Facebook Heloísa Apolónia

A deputada e dirigente de “Os Verdes” Heloísa Apolónia vai concorrer às eleições legislativas de outubro como cabeça-de-lista por Leiria, onde a CDU não elegeu ninguém em 2015, em vez do seu habitual circulo eleitoral de Setúbal.

A coligação que une comunistas e ecologistas anunciou, quarta-feira, que além da mudança de local de candidatura da líder parlamentar do PEV, que foi a terceira de quatro eleitos no distrito sadino há quatro anos e vai completar sete legislaturas seguidas, também o ex-deputado Miguel Tiago adota um novo círculo eleitoral: Viseu em vez de Lisboa, onde tinha sido o terceiro de cinco eleitos em 2015.

O geólogo de 39 anos abandonou o hemiciclo de São Bento já nesta legislatura, em setembro de 2018, após 13 anos, justificando o facto com o interesse em dedicar-se a outros afazeres profissionais, volta a concorrer ao posto de deputado, desta feita por “terras de Viriato”, distrito no qual a CDU também não conseguiu eleger qualquer representante há quatro anos.

Outra cara nova na CDU é o primeiro candidato por Faro, o distribuidor comercial de 35 anos Tiago Raposo, assessor no município de Silves, que assim substitui como cabeça-de-lista algarvio o atual deputado e professor universitário Paulo Sá.

De resto, o experiente parlamentar e vice-presidente da bancada comunista António Filipe, há nove legislaturas na Assembleia da República, mantém-se na corrida a um lugar no parlamento como primeira figura no círculo eleitoral de Santarém.

Pela CDU concorrem ainda como cabeças-de-lista pelos Açores e pelo circulo eleitoral de Fora da Europa, respetivamente, o médico António Almeida, 60 anos, e a professora de Inglês Dulce Kurtenbach, 72 anos.

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Bolsonaro chama Greta Thunberg de “pirralha” após ativista defender causa indígena

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O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chamou a ativista sueca Greta Thunberg de “pirralha”, após a ambientalista ter alertado para as lutas dos povos indígenas e mostrado preocupação com o assassinato de líderes nativos no Brasil.

Ao sair do Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente do Brasil, Bolsonaro questionou a cobertura jornalística dada a Thunberg, de 16 anos, que no último domingo usou a rede social Twitter para partilhar informação sobre o assassinato de mais dois indígenas no estado brasileiro do Maranhão.

“A Greta já disse que os índios morreram porque estavam a defender a Amazónia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí. Pirralha”, declarou o chefe de Estado a jornalistas, em Brasília.

Bolsonaro referia-se às declarações da jovem no Twitter, em que afirmou que “os povos indígenas estão literalmente a ser assassinados por tentar proteger a floresta da desflorestação ilegal. Repetidamente. É vergonhoso que o mundo permaneça calado sobre isso”.

O comentário de Bolsonaro sobre a adolescente segue a mesma linha daqueles já efetuados pelo seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que, em setembro, respondeu sarcasticamente a um vídeo da jovem ativista sobre sofrimento humano, morte de ecossistemas e iminente extinção em massa.

“Ela parece ser uma jovem menina muito feliz, que está a caminho de um futuro maravilhoso e brilhante. Muito bom ver isso”, ironizou Trump na ocasião.

Greta respondeu a Trump da mesma forma que retribuiu a Bolsonaro, colocando na sua biografia do Twitter as observações feitas pelo chefe de Estado.

Na manhã de sábado, dois membros da tribo Guajajara foram mortos a tiro e outros dois ficaram feridos numa estrada que corta uma reserva, no estado brasileiro do Maranhão.

As autoridades informaram que os disparos foram feitos por criminosos que estavam dentro de um veículo branco, mas não identificaram nenhum suspeito.

Foi também no Maranhão, há pouco mais de um mês, que ocorreu o assassinato de outro líder indígena, Paulo Paulino Guajajara, que atuava como guardião da floresta.

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