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Camiões sob escolta em Matosinhos e “boicote” a serviços mínimos

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Camião

Vários camiões entraram hoje pelas 10:00 sob escolta policial na refinaria da Petrogal em Leça da Palmeira, Matosinhos, mas o sindicato assegura que o “boicote” aos serviços mínimos é para continuar.

“O boicote não terminou. Os motoristas que estavam em greve continuam em greve. A maior parte dos motoristas que entraram [na refinaria] não estavam aqui [no piquete de greve], mas foram pressionados para vir trabalhar”, disse Manuel Mendes, coordenador do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), em declarações aos jornalistas no local.

Numa zona do país onde o Governo não decretou requisição civil ou militar, vários motoristas com destino à Petrogal de Matosinhos, distrito do Porto, recusaram hoje fazer serviços mínimos, mas pelas 10:00 vários camiões entraram na empresa sob escolta policial, entretanto desmobilizada, constatou a Lusa no local.

À porta da refinaria, o movimento de camiões entretanto abrandou pelas 10:40, mas é elevado o número de motoristas concentrado no exterior, uma zona descampada onde alguns profissionais estão a fazer churrasco e têm tendas montadas.

Pelas 09:00, o coordenador sindical disse à Lusa que “ninguém” estava “a carregar ou a descarregar” combustível na refinaria da Petrogal de Matosinhos e que os motoristas destacadas para os serviços mínimos pararam.

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MAI apela a empresas para facultarem documento que justifique deslocações

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O ministro da Administração Interna alertou hoje para as restrições de circulação durante o período da Páscoa e por isso apelou às empresas para que facultem aos trabalhadores um documento que justifique as deslocações fora do concelho de residência.

Em conferência de imprensa realizada após a quinta reunião da estrutura de monitorização do estado de emergência, realizada no Ministério da Administração Interna, Eduardo Cabrita disse que, entre os dias 09 e 13 de abril, vai haver “um conjunto de restrições à circulação muito significativas”, sublinhando que, durante este período, “apenas por razões imperiosas de saúde ou de urgência” e de trabalho se pode sair do concelho de residência.

Nesse sentido, apelou às entidades patronais para que preparem um documento que justifique, durante esse período da Páscoa, as deslocações fora do concelho da residência, indicando em que atividade trabalha e qual a razão.

O estado de emergência foi hoje renovado até 17 de abril com mais medidas restritivas, nomeadamente a proibição de grupos na rua com mais de cinco pessoas, além de regras mais apertadas de circulação para o período da Páscoa, como encerramento dos aeroportos e proibição de circulação fora do concelho de residência.

O ministro sublinhou que as polícias municipais vão ter mais poderes, passando atuar numa “cooperação expressa com as forças de segurança”.

O novo decreto do estado de emergência dá também, segundo Eduardo Cabrita, mais poderes às juntas de freguesias, que têm um “papel ativo muito importante” na consciencialização dos portugueses.

O ministro sublinhou que as juntas de freguesia têm agora “competência expressa de aconselhamento, recomendação e comunicação” às forças de segurança de situações de incumprimento.

 

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