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Cada deputado ganha pelo menos 200 mil euros por mandato

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Foto: parlamento.pt

Cada deputado português ganha, no mínimo, 200 mil euros por mandato, de acordo com as contas do “Jornal de Notícias” (JN), divulgadas na edição desta quinta-feira.

Todos os meses, o Parlamento gasta 835,7 mil euros apenas com os vencimentos base dos 230 deputados.

No final do ano o montante atinge os 11,7 milhões de euros e, num mandato, os 46,8 milhões de euros (sem contabilizar os subsídios a que têm direito). No entanto, há nove anos que os parlamentares têm uma redução de 5% no salário base, o que perfaz um corte de 190 euros mensalmente.

Por exemplo, o presidente de um grupo parlamentar ou secretário da mesa do plenário aufere 244,4 mil euros por mandato (61,1 mil euros por ano) e um presidente de uma comissão parlamentar recebe 234 mil euros em quatro anos (58,5 mil euros anuais), conforme assinala o JN com base na informação da Assembleia da República.

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UE pressiona Brasil a combater desflorestação

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A União Europeia (UE) vai continuar a exigir que o Brasil cumpra os seus compromissos de combate à desflorestação da floresta amazónica, mas rejeita banir a importação de carne bovina como retaliação, afirmou hoje a comissária do Comércio.

“Boicotar produtos não é, geralmente, uma boa ideia. E se um país disser que quer boicotar as [importações] de carne bovina brasileira, isso é contra as regras da Organização Mundial de Comércio [OMC] e não estamos autorizados a fazê-lo”, afirmou a comissária europeia Cecilia Malmström.

Em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, a responsável notou que “cabe aos consumidores decidir o que fazer”.

“Os consumidores compram e são muito poderosos, mas oficialmente termos um boicote não é uma boa ideia”, acrescentou Cecilia Malmström.

As declarações da comissária europeia do Comércio surgem depois de, recentemente, alguns países da UE – como França, Irlanda, Áustria e Luxemburgo – terem ameaçado bloquear o processo de ratificação do acordo de livre comércio entre a União e a Organização do Mercado Comum do Sul (Mercosul) se o Brasil não começar a cumprir as suas obrigações climáticas de proteção da Amazónia.

A desflorestação da floresta amazónica tornou-se mais evidente devido aos incêndios de grandes dimensões que afetaram a Amazónia em agosto passado, com os líderes mundiais, nomeadamente europeus, a exigirem ação por parte do Brasil.

Em Portugal, são quase 1.800 as empresas que exportam para a região do Mercosul, num total de 40 mil postos de trabalho abrangidos e de 2,5 mil milhões de euros gerados por estas trocas comerciais.

Para Cecilia Malmström, o acordo UE-Mercosul é, inclusive, uma forma de forçar o Brasil a cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paris de combate às alterações climáticas, firmado em 2015.

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