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Bloco de Esquerda repete Catarina Martins pelo Porto e Mariana Mortágua por Lisboa

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Foto: Facebook Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, encabeça a lista de candidatos eleitorais do partido pelo Porto e Mariana Mortágua será a primeira por Lisboa.

Em conferência de imprensa, este sábado, Catarina Martins destacou a número três na lista pelo círculo de Lisboa, “mulher negra e fundadora da Associação de Afrodescendentes”, com “provas dadas” na luta antirracista e pela “visibilidade das pessoas negras no país”.

Para além de Catarina Martins no Porto e Mariana Mortágua por Lisboa, repetem o primeiro lugar Joana Mortágua pelo círculo de Setúbal, José Manuel Pureza por Coimbra, João Vasconcelos por Faro e Mariana Aiveca por Beja (em 2015 não foi eleita).

Na reunião da Mesa Nacional do BE, que decorreu em Lisboa, apenas a lista pelo círculo de Santarém foi votada em alternativa. Fabíola Cardoso, proposta pela direção nacional venceu, com 49 votos, e a proposta da distrital, Carlos Matias, obteve apenas 14 votos.

Entre as novidades, em Leiria concorre em primeiro lugar Ricardo Vicente, engenheiro agrónomo que esteve no movimento `Peniche livre de petróleo´, e em Viseu a lista apresenta-se a mais jovem cabeça de lista do BE, Bárbara Xavier, de 26 anos.

No Porto, em quinto lugar concorre Bruno Maia, médico neurologista, membro do `Movimento Direito a Morrer com Dignidade´, disse Catarina Martins, destacando que as listas “confirmam a decisão do Bloco de haver paridade absoluta, de 50% de homens e de 50% de mulheres” nas listas do partido.

A coordenadora do BE destacou ainda o candidato pelo círculo do Resto do Mundo, João Branco, encenador e residente em Mindelo, Cabo Verde, que foi condecorado no dia 10 de junho pelo Presidente da República.

Pelo círculo da Europa concorre Tiago Pinheiro, enfermeiro especializado em cuidados críticos.

Nas últimas eleições legislativas, em 2015, o BE conseguiu a sua maior bancada parlamentar de sempre e, com os 10,19% dos votos elegeu 19 deputados, conseguindo cinco mandatos nos círculos de Lisboa e Porto, dois em Setúbal e um por Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Faro e Madeira.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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