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Bares e discotecas continuam sem receber apoios prometidos pelo Governo

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O presidente da Associação da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto denunciou hoje, mais uma vez, que o setor continua sem receber os apoios do programa Apoiar prometidos há mais de dois meses pelo Governo.

O Programa Apoiar consiste num apoio de tesouraria, sob a forma de subsídio a fundo perdido, para apoio a empresas dos setores particularmente afetados pelas medidas excecionais aprovadas no contexto da pandemia de covid-19, entre os quais se inclui bares e discotecas que tiveram de encerrar as portas um ano e meio.

“Não temos conhecimento no nosso meio de associados que alguém tenha recebido o apoio do programa Apoiar e portanto estamos com uma dificuldade enorme de tesouraria para encarar esta reabertura do setor”, alertou hoje Miguel Camões, presidente da Associação da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto, que representa cerca de 30 bares e discotecas da cidade portuense.

Segundo Miguel Camões, apenas estão a chegar respostas em como os apoios foram aprovados, mas o dinheiro tarda em chegar.

A 29 de setembro, em vésperas dos clubes noturnos e discotecas poderem reabrirem – 01 de outubro – com a apresentação do certificado digital de vacinação contra a covid-19 pelos clientes dos bares e discotecas após um ano e meio encerrados devido à pandemia da covid-19, o presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto denunciava que os apoios de 2021 prometidos pelo Governo continuavam sem chegar e alertava que iria ser “muito duro” reabrir sem liquidez de tesouraria.

“Os apoios que nos foram prometidos há um mês e meio, e dois e três meses, não chegaram. Portanto, estamos sem apoios desde o primeiro trimestre [de 2021]. Foram só anunciados, mas não chegaram à tesouraria de nenhuma empresa do setor da noite. (…) Algumas empresas não só têm o problema do pouco tempo, mas também é um problema de liquidez de tesouraria neste momento”, assinalou

Hoje, Miguel Camões volta a denunciar que os apoios ainda não chegaram a nenhum dos empresários e, para piorar a situação da insegurança nas ruas do Porto, avisa que os empresários da noite não vão ter capacidade para conseguir pagar policiamento na rua como o estavam a fazer antes de chegar a pandemia.

“Neste momento, é muito complicado, porque encaramos uma grande dificuldade de tesouraria e ter que despender neste momento de dinheiro para pagar policiamento na rua é muito complicado”, disse, reconhecendo, todavia que pôr policiamento na rua é “claramente uma responsabilidade do Governo e do Ministério da Administração Interna”.

Os empresários da noite, segundo Miguel Camões, pagaram durante dois anos consecutivos policiamento nas ruas do Porto, facto que só foi suspendido com a pandemia em março de 2020.

O Programa APOIAR consiste num apoio de tesouraria, sob a forma de subsídio a fundo perdido, para apoio a empresas dos setores particularmente afetados pelas medidas excecionais aprovadas no contexto da pandemia de COVID-19.

Na sequência de uma reavaliação da situação e no sentido de reforçar os apoios à liquidez das empresas, foi publicada numa portaria a 24 de março transato para a reabertura das candidaturas à medida APOIAR.PT que se encontravam suspensas.

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Covid-19: Portugal regista 930 novos casos e oito mortes nas últimas 24 horas 

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Portugal regista hoje mais 930 casos confirmados de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2, oito mortes associadas à covid-19, uma descida nos internamentos em enfermaria e subida nos cuidados intensivos, segundo dados oficiais,

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado hoje, estão agora internadas 284 pessoas, menos quatro do que na quinta-feira, das quais 60 em unidades de cuidados intensivos, mais duas nas últimas 24 horas.

Os oito óbitos foram registados nas regiões de Lisboa (1), Norte (2), Centro (2), Alentejo (2) e Algarve (1).

Quatro das vítimas mortais tinham mais de 80 anos e outras quatro entre os 70 e os 79.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram em Portugal 18.125 pessoas e foram registados 1.083.651 casos de infeção.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se entre os idosos com mais de 80 anos (11.825), seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos (3.881).

Do total de vítimas mortais registadas até à data, em Portugal 9.507 eram homens e 8.618 mulheres.

Os dados divulgados pela DGS mostram também que estão ativos mais 244 casos, para um total de 30.805, e que 678 pessoas foram dadas como recuperadas da covid-19 nas últimas 24 horas, o que aumenta o total nacional para 1.034.721 recuperados.

Nas últimas 24 horas, o número de contactos em vigilância pelas autoridades de saúde subiu (mais 354), situando-se nos 20.931.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 581.780 mulheres e 501.129 homens, de acordo com os dados da DGS, segundo os quais há 742 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Entre as novas infeções destaca-se a faixa etária dos 30 aos 39 (mais 141), seguida dos 20 aos 29 anos (mais 138), dos 40 aos 49 anos (mais 131), dos 50 aos 59 anos (mais 120), dos 0 aos 9 anos (mais 94), dos 10 aos 19 (mais 91), dos 60 aos 69 anos (mais 83), dos mais de 80 anos (mais 71) e dos 70 aos 79 anos (mais 61).

A região de Lisboa e Vale do Tejo e a região Norte concentram cerca de 64,5% por cento das infeções assinaladas nas últimas 24 horas.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 377 novas infeções, contabilizando-se até agora nesta área geográfica 418.519 casos e 7.713 mortos.

A região Norte registou 223 novas infeções por SARS-CoV-2, totalizando 414.422 casos de infeção e 5.591 óbitos desde o início da crise pandémica.

Na região Centro registaram-se mais 186 casos, perfazendo 145.457 infeções e 3.176 mortos.

No Alentejo foram assinalados 53 novos casos de infeção, totalizando 39.943 contágios e 1.051 mortos desde o início da pandemia.

Na região do Algarve, o boletim de hoje da DGS contabiliza 52 novos casos, acumulando-se 43.572 contágios pelo SARS-CoV-2 e 477 óbitos.

A região Autónoma da Madeira contabilizou 22 novos casos, somando 12.525 infeções e 73 mortes devido à doença covid-19 desde março de 2020.

Nas últimas 24 horas, e segundo a DGS, os Açores registaram 17 novos casos, o que eleva para 9.213 contágios desde o início da pandemia e 44 mortes devido à doença.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

A covid-19 provocou pelo menos 4.926.579 mortes em todo o mundo, entre mais de 242,39 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

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