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Banco Alimentar recolheu mais de 1600 toneladas de alimentos

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Facebook Banco Alimentar contra a Fome

Mais de duas mil superfícies comerciais juntaram-se este fim-de-semana à campanha nacional do Banco Alimentar contra a Fome, que terminou com a recolha de 1.605 toneladas de alimentos.

Trata-se de “um valor próximo do obtido na campanha homóloga do ano passado, num fim de semana marcado pela coincidência com diversas actividades, como a final da taça de futebol e as eleições europeias e no qual o bom tempo convidava a uma ida à praia”, confirmando assim a solidariedade dos portugueses”, apontou em comunicado, enviado à Lusa, o Banco Alimentar.

Este ano a campanha ficou marcada pela introdução de sacos de reutilizáveis, “o que permitiu uma significativa redução dos sacos utilizados, seja de plástico, seja de papel, e assim dos impactos ambientais”, pode ler-se na mesma nota.

O Banco Alimentar disponibiliza vales até 02 de junho, nas caixas dos supermercados e nos postos de abastecimento de combustível aderentes à campanha e as doações podem ser feita no portal www.alimentestaideia.pt.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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