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Avião descolou para Lisboa mas passageiros ficaram no Porto

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Na última sexta-feira, um voo da EasyJet que fazia a ligação entre Londres/Gatwick, em Inglaterra, e Lisboa, divergiu para o Porto. Horas depois, os passageiros foram informados de que o avião já tinha partido sem eles.

Devido a uma pista que se encontrava encerrada em Lisboa, o voo proveniente de Londres/Gatwick foi desviado e os passageiros saíram no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, recebendo a indicação que poderiam voltar a bordo assim que o avião fosse reabastecido, segundo o jornal britânico “Daily Mail”.

No entanto, os passageiros acabaram por ser informados que o avião já tinha descolado para Lisboa. Como compensação, receberam bilhetes de autocarro para prosseguirem a viagem e chegaram a Lisboa oito horas depois do que era previsto.

“A EasyJet confirma que o voo EJU8717 de London Gatwick para Lisboa no dia 12 de abril foi desviado para o Porto devido ao encerramento de uma pista em Lisboa”, refere um porta-voz da EasyJet ao jornal “Surrey Live”.

“Infelizmente, o atraso fez com que a tripulação excedesse o limite legal de horas de trabalho, e aos passageiros foram oferecidos vales e o bilhete de autocarro para Lisboa. Apesar disto estar fora do alcance da EasyJet , pedimos desculpa aos passageiros pela inconveniência causada e agradecemos pela paciência. A segurança dos nossos passageiros e equipa é a maior prioridade para a EasyJet”, justificou a companhia aérea.

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Iberdrola sobe indemnizações de casas afetadas por sistema de barragens do Tâmega

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A Iberdrola vai aumentar o valor das indemnizações pelas 52 casas afetadas pelas barragens de Daivões, Alto Tâmega e Gouvães, pagar novas habitações e desistir dos realojamentos em pré-fabricados em Ribeira de Pena, revelou hoje o presidente daquela autarquia.

João Noronha falava aos jornalistas no Porto, após uma reunião com representantes da Iberdrola, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e os autarcas de Boticas, Chaves, Vila Pouca de Aguiar e Cabeceiras de Basto, os outros municípios afetados pelo Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que inclui ainda a barragem de Gouvães.

“Finalmente temos estes valores todos definidos e fixados. Vão ser pagos 950 euros por metro quadrado [de cada casa afetada], o que vai acrescentar um valor significativo às pessoas afetadas, nomeadamente as que já tinham sido indemnizadas. Acreditamos que, em finais de janeiro, as pessoas vão receber os correspondentes cheques”, afirmou o autarca de Ribeira de Pena, João Noronha, como porta-voz dos outros presidentes de câmara.

Para além de subir o valor das indemnizações pelos imóveis afetados, a Iberdrola vai ainda suportar a construção de novas habitações, em terrenos cedidos pelos municípios, e o valor do arrendamento temporário, até que as novas casas estejam concluídas, garantiu João Noronha.

Com isto, resolveu-se também a questão dos contentores instalados em Ribeira de Pena, que vão ser desmontados, passando seis famílias a ficar em casas alugadas.

Em alternativa, explicou o autarca, a Iberdrola vai pagar a renda dos realojamentos “em habitações condignas”, pelo tempo que cada família levar a “fazer a sua nova casa”.

Ainda no caso de Ribeira de Pena, o autarca esclareceu que serão 14 as casas novas e que os restantes casos “estão resolvidos”.

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