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Avião de carga aterrou de emergência no aeroporto do Porto

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Aeroporto Viajar

Um avião de carga com dois tripulantes fez esta quarta-feira uma “aterragem de emergência” em segurança no aeroporto do Porto devido a um “problema no motor”, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto, pelas 05:30 um avião de carga com destino ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro alertou a central para “um problema no motor”, levando a colocar em alerta 31 homens e 11 viaturas, que acabaram “por não sair do quartel”.

Em menos de 24 horas, esta é a segunda aterragem de emergência registada no aeroporto do Porto: o mesmo aconteceu na terça-feira com um avião de passageiros da United Airlines que partia rumo a Newark, nos Estados Unidos, acabando a aeronave por aterrar em segurança, depois de ter colidido com aves (‘Bird Strike’).

Também neste caso, foi ativado o “alerta de nível número 1” – que obriga 11 corporações da zona do aeroporto a colocarem em prevenção no quartel um veículo cada, mas não foi necessário que os meios prestassem qualquer auxílio, disse na terça-feira à Lusa fonte da Autoridade da Proteção Civil do Porto.

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Produção de azeite pode parar no Alentejo por falta de capacidade para armazenar bagaço

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A apanha de azeitona e a produção de azeite correm o risco de parar e o setor olivícola pode colapsar no Alentejo por falta de capacidade das fábricas da região para armazenar bagaço proveniente dos lagares.

“Esta semana provavelmente, o mais tardar na semana que vem, vai haver um colapso no setor”, porque a apanha de azeitona e a produção de azeite “vão ter que parar”, já que “não há espaço para colocar o bagaço de azeitona produzido pelos lagares” do Alentejo, disse hoje à agência Lusa Aníbal Martins, vogal do conselho de administração da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Segundo o responsável, as três unidades do Alentejo que transformam bagaço de azeitona proveniente dos lagares da região “têm praticamente esgotada a sua capacidade estática de armazenamento” daquele subproduto resultante da produção de azeite.

Devido ao aumento da produção de azeitona e às condições climatéricas (falta de chuva) “favoráveis à apanha rápida de azeitona”, tem chegado azeitona “em maiores quantidades e mais rapidamente aos lagares” e “um volume inusitado” de bagaço de azeitona para ser transformado nas três unidades, explicou.

Apesar de trabalharem 24 horas por dia durante 11 meses, as três unidades, duas no concelho de Ferreira do Alentejo e uma no concelho de Alvito, têm os tanques de armazenagem “praticamente cheios e a atingir a rutura” e “não havendo onde por o bagaço terá forçosamente de parar a apanha de azeitona e a produção de azeite”, disse.

Aníbal Martins, que também é presidente da FENAZEITES – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores e gerente da União de Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), a dona da unidade de Alvito, alertou que a paralisação do setor, a verificar-se, “poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e às empresas ligadas ao setor”.

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