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ATL’s abrem hoje portas… menos os das escolas

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As crianças vão poder retomar a partir de hoje as Atividades de Tempos Livres (ATL), mas apenas nos centros que não estão integrados em estabelecimentos escolares, que só vão reabrir no final do ano letivo.

A reabertura das ATL estava prevista para 01 de junho, no mesmo dia em que voltaram a funcionar as instituições do pré-escolar, mas foi adiada por duas semanas, devido à necessidade de preparar a organização dos espaços onde se desenvolvem estas atividades, justificou o primeiro-ministro, António Costa.

No domingo foram conhecidas as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) para o funcionamento destes espaços, que salientam que as crianças com mais de 10 anos devem usar máscara nos Centros de Atividades de Tempos Livres.

Na orientação, a DGS salienta que todos os ATL (que recebem crianças para atividades de estudo e lazer a partir dos seis anos) têm de estar devidamente preparados para abordar possíveis casos suspeitos de covid-19, tendo por exemplo uma área de isolamento, definição de circuitos, ou atualização de contactos de emergência das crianças.

Nem todas as crianças regressam hoje aos ATL, que são retomados a duas velocidades. Aquelas que frequentam os estabelecimentos ligados às escolas só voltam a partir de 26 de junho, altura em que termina o terceiro período.

O mesmo já tinha sucedido com as atividades de apoio à família que, no caso do pré-escolar, foram retomadas no dia 01 de junho, juntamente com a reabertura dos jardins de infância.

No caso dos restantes ciclos de ensino, estas atividades só vão ser retomadas após o final do ano letivo, uma vez que as atividades letivas presenciais estão suspensas e as escolas continuam encerradas.

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Centro comunitário de Portalegre encerra portas e deixa 30 desempregados

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Cerca de 30 trabalhadores de um centro comunitário em Portalegre vão para o desemprego no final deste mês, na sequência da insolvência da instituição, lamentou hoje a associação de pais e amigos daquele estabelecimento.

O Centro Social e Comunitário de São Bartolomeu é uma instituição particular de solidariedade social, criada pela paróquia de São Lourenço e possui duas extensões naquela cidade alentejana, com as valências de creche, pré-escolar e atividades de tempos livres, com cerca de 80 crianças.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação de Pais e Amigos do Centro Social e Comunitário de São Bartolomeu (APASBart), Ana Salomé de Jesus, considera que esta situação foi provocada por “desleixo”, pela forma como foi gerida aquela instituição ao longo dos últimos tempos.

“A direção deveria ter estado mais presente e nunca esteve”, lamentou.

Numa carta enviada aos encarregados de educação, a que a Lusa teve acesso, a administração do Centro Social e Comunitário de São Bartolomeu explica que nos “últimos tempos” a instituição tem apresentado “grande fragilidade” económica, tendo recorrido ao Processo Especial de Revitalização (PER), que foi aprovado, mas “impugnado” pela entidade bancária credora.

“Não obstante esta situação, a atual pandemia veio diminuir muito as receitas, tendo-se verificado uma redução superior a 50% no número de crianças, facto que coloca em causa o pagamento das despesas correntes e, consequentemente, o futuro da instituição”, lê-se na carta.

No documento, o Centro Social e Comunitário de São Bartolomeu sublinha ainda que é com “grande tristeza” e “enorme pesar” que comunica aos encarregados de educação que a instituição não reúne condições para continuar a sua atividade no próximo ano letivo e que deixará de prestar os serviços às crianças, famílias e comunidade a partir do dia 31 deste mês.

A presidente da APASBart considera por sua vez que a pandemia de covid-19 é “uma desculpa” que a administração da instituição apresentou, relembrando que outras instituições da cidade estão em funcionamento.

“A instituição entrou em ‘lay-off’, também recebeu do ‘lay-off’, as crianças que se mantiveram continuaram a pagar as mensalidades, a Segurança Social não cortou as comparticipações, portanto, não pode ser só por aí. Se não houvesse todo esse passado de complicação económica não seria pela covid-19 que se ia fechar uma casa destas”, defendeu.

Na sequência desta situação, a Câmara de Portalegre publicou uma nota na sua página na rede social Facebook, comunicando que estão abertas as inscrições para frequentar a educação pré-escolar na rede pública.

 

Lusa

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