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Aplicação FaceApp cede dados a empresa russa

A forma como a app é utilizada por cada um é analisada através de “cookies” e “tecnologias similares” e há publicidade que será gerada através deste método.

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Foto: Facebook Face App

A FaceApp é a última tendência viral na Internet. A aplicação consiste em simular o envelhecimento de uma pessoa mas para tal os utilizadores cedem dados a uma empresa baseada em São Petersburgo, na Rússia.

Garantindo que não recolhem informações que possam identificar os hábitos de navegação de um utilizador específico, a FaceApp utliza ferramentas de medição de tráfego, para perceber tendências de utilização do serviço. “Essas ferramentas recolhem informações enviadas pelo seu dispositivo ou pelo nosso Serviço, incluindo as páginas da web que você visita, add-ons e outras informações que nos ajudam a melhorar”, explicam.

“Quando utiliza o nosso Serviço, os nossos servidores registam automaticamente determinadas informações de ficheiros de registo, incluindo o seu pedido web, endereço de Protocolo de Internet (“IP”), tipo de browser, páginas de referência/saída e URLs, número de cliques e como interage com ligações no Serviço, nomes de domínio, páginas de destino, páginas visualizadas e outras informações semelhantes. Também podemos recolher informações semelhantes de e-mails enviados aos nossos utilizadores, que nos ajudam a verificar quais são os e-mails abertos e quais os links clicados pelos destinatários”, lê-se no documento. São também recolhidos dados sobre o dispositivo que está a usar para aceder à publicação, permitindo aos desenvolvedores saberem que tipo de dispositivo móvel está a usar para interagir com o programa.

E o que é feito com os dados? Segundo o documento, estes dados serão utilizados para melhorar o serviço, mostrar conteúdos como publicidade direcionada aos seus hábitos e interesses, desenvolver novos produtos, analisar tráfego, corrigir problemas e fazer atualizações automáticas da FaceApp.

Os criadores garantem que nenhum dado será “alugado ou vendido” a empresas terceiras sem o seu consentimento, mas segue-se uma longa lista de exceções.

“Podemos partilhar o Conteúdo de Utilizador e suas informações (incluindo, mas não se limitando a, informações de cookies, arquivos de registo, identificadores de dispositivos, dados de localização e dados de uso) com empresas que fazem legalmente parte do mesmo grupo de empresas das quais a FaceApp faz parte, ou que se tornam parte desse grupo (“Afiliadas”)”, limitando essa partilha às “escolhas que fizer sobre quem pode ver as suas fotografias.

“Também podemos compartilhar suas informações, bem como informações de ferramentas como cookies, arquivos de registo, identificadores de dispositivos e dados de localização, com organizações que nos ajudam a fornecer o Serviço”, tendo essas organizações “acesso às suas informações conforme for razoavelmente necessário para fornecer o Serviço sob termos de confidencialidade razoáveis”, sem uma explicações do que poderá ser considerado razoável neste contexto. Há também a possibilidade de os dados serem incluídos numa base de dados anónima, que poderá ser partilhada com terceiros, entre outras possibilidades.

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Bolsonaro chama Greta Thunberg de “pirralha” após ativista defender causa indígena

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O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chamou a ativista sueca Greta Thunberg de “pirralha”, após a ambientalista ter alertado para as lutas dos povos indígenas e mostrado preocupação com o assassinato de líderes nativos no Brasil.

Ao sair do Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente do Brasil, Bolsonaro questionou a cobertura jornalística dada a Thunberg, de 16 anos, que no último domingo usou a rede social Twitter para partilhar informação sobre o assassinato de mais dois indígenas no estado brasileiro do Maranhão.

“A Greta já disse que os índios morreram porque estavam a defender a Amazónia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí. Pirralha”, declarou o chefe de Estado a jornalistas, em Brasília.

Bolsonaro referia-se às declarações da jovem no Twitter, em que afirmou que “os povos indígenas estão literalmente a ser assassinados por tentar proteger a floresta da desflorestação ilegal. Repetidamente. É vergonhoso que o mundo permaneça calado sobre isso”.

O comentário de Bolsonaro sobre a adolescente segue a mesma linha daqueles já efetuados pelo seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que, em setembro, respondeu sarcasticamente a um vídeo da jovem ativista sobre sofrimento humano, morte de ecossistemas e iminente extinção em massa.

“Ela parece ser uma jovem menina muito feliz, que está a caminho de um futuro maravilhoso e brilhante. Muito bom ver isso”, ironizou Trump na ocasião.

Greta respondeu a Trump da mesma forma que retribuiu a Bolsonaro, colocando na sua biografia do Twitter as observações feitas pelo chefe de Estado.

Na manhã de sábado, dois membros da tribo Guajajara foram mortos a tiro e outros dois ficaram feridos numa estrada que corta uma reserva, no estado brasileiro do Maranhão.

As autoridades informaram que os disparos foram feitos por criminosos que estavam dentro de um veículo branco, mas não identificaram nenhum suspeito.

Foi também no Maranhão, há pouco mais de um mês, que ocorreu o assassinato de outro líder indígena, Paulo Paulino Guajajara, que atuava como guardião da floresta.

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