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Animais para consumo vendidos na Internet

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Comprar ovos frescos pelo correio, uma galinha viva para uma cabidela, um coelho para estufar ou um leitão para assar. Tudo é possível através das plataformas de venda eletrónica, de acordo com o JN.

Segundo o jornal, os anúncios são às centenas, alguns colocados por vendedores com pseudónimos. Ainda assim, o Ministério da Agricultura diz que aquele comércio paralelo não acarreta risco para a saúde pública e que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) está atenta. Porém, a ASAE não revela quantas ações de fiscalização efetuou, por exemplo, durante o ano passado.

Em 2017, o jornal publicava um trabalho sobre a ausência de regras específicas para a comercialização eletrónica de animais de pecuária, destinados ao consumo humano. Na altura, muitas associações de defesa dos animais consideravam que podia estar em risco a saúde pública. Dois anos depois, a situação mantém-se e os anúncios desse mercado paralelo de venda de animais vivos para consumo humano ultrapassam os quatro mil em plataformas como OLX e Custo Justo.

Por exemplo, é possível comprar uma galinha viva por 7 a 10 euros, galos a 15 euros, coelhos a cinco euros, codornizes a 1,5 euros e até leitões para abate caseiro por 45 euros, borregos a 60 euros e vitelas por 800 euros.

Já aquele que é considerado o “Rolls Royce” da carne de porco, o mangalica (uma mistura de porco com ovelha, oriundo da Hungria) pode ser comprado a preços de saldo. Num anúncio, por exemplo, promete-se um desconto de 50%, garantindo-se que por 195 euros “apenas” se pode comprar “uma carne cara, só encontrada nos melhores restaurantes europeus e americanos, depois de quase desaparecer no século passado”.

Dois anos depois, porém, os anunciantes são mais cautelosos. Alguns usam pseudónimos como “Sangue frio”, “hhmm” ou “Fred”. Outros condicionam os contactos. Ou só aceitam fechar negócio por email ou por SMS.

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Aeródromo de Vila Real fecha por perigo de abatimento na pista

O aeródromo de Vila Real está encerrado a partir de hoje à operação de aviões.

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Aeroporto Viajar

O presidente da Câmara de Vila Real esclareceu esta terça-feira que foi detetado um “perigo de abatimento na pista” do aeródromo municipal, que determinou o encerramento “por tempo indeterminado” e implica um investimento “muito avultado”.

“Há a possibilidade de um abatimento na zona central da pista (…) Há uma linha de água que passa por baixo da pista, essa linha de água tem erodido os sedimentos que estão debaixo da pista, há um perigo de abatimento e, havendo esse perigo, não nos resta mais nada do que encerrar a pista por tempo indeterminado”, explicou Rui Santos, em conferência de imprensa.

Este aeródromo municipal é a sede de dois aviões de combate a incêndios, afetos à Proteção Civil, e é, além de Viseu e de Cascais (distrito de Lisboa), uma das paragens da carreira aérea que liga Bragança e Portimão (no distrito de Faro).

A decisão de encerramento tem implicações nas “normais operações aéreas”, estando a Proteção Civil a estudar localizações alternativas para os aviões médios de combate a incêndios, estando em cima da mesa hipóteses como os aeródromos de Chaves ou Mirandela.

Questionado sobre se este encerramento pode comprometer o combate a incêndios a partir de Vila Real, Rui Santos disse ter a esperança que “tal não aconteça”. “Como disse, os helicópteros podem operar, acresce que há aeródromos à volta, que suportarão o estacionamento de aviões e, caso seja necessário, agirão em conformidade”, frisou.

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