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Alunos saem à rua em Lisboa por melhores condições de ensino

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Foto: Pixabay

Cerca de três centenas de alunos do ensino secundário estão a manifestar-se esta terça-feira nas ruas de Lisboa.

Os estudantes concentraram-se de manhã, na rotunda do Marquês de Pombal, e seguiram em direção à residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, a quem pedem melhores condições de ensino e obras nas escolas.

Alunos de várias escolas da cidade de Lisboa participaram na marcha rumo ao parlamento, gritando palavras de ordem para exigir que o Governo avance com “as promessas feitas”.

“Queremos que as obras nas escolas comecem já. O Ministério (da Educação) prometeu, mas não cumpriu, as escolas estão degradadas, estamos fartos de promessas”, disse à agência Lusa, Laura Teodoro, aluna da Escola Secundária de Camões, de onde partiu a ideia para este protesto.

Simão Bento, presidente da Associação de Estudantes do Liceu Camões e um dos alunos que liderou a manifestação, resumiu as principais razões do protesto: menos alunos por turma, fim dos exames nacionais e mais funcionários nas escolas, que garantam melhores serviços no bar, papelaria e cantina.

Os estudantes vão deixar também na residência do primeiro-ministro um apelo por “uma escola pública gratuita e de qualidade”, que foi assinado por alunos de escolas de norte a sul do país, que não conseguiram estar presentes na manifestação.

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PAN apela à intervenção de Marcelo e Costa na crise ambiental na Amazónia

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O PAN apelou hoje ao Presidente da República e ao primeiro-ministro que intervenham na crise ambiental na Amazónia, chamando os embaixadores do Brasil, Paraguai e Bolívia, e levando o possível congelamento de acordo com o Mercosul ao Conselho Europeu.

O eurodeputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), Francisco Guerreiro, faz um conjunto de apelos em duas cartas abertas dirigidas ao chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao líder do executivo, António Costa.

Francisco Guerreiro pede a Marcelo Rebelo de Sousa que garanta “que, na próxima visita oficial do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Portugal, agendada para o início de 2020, os tópicos do desmatamento, da destruição da biodiversidade e da selva amazónica, da perseguição a ativistas ambientais, tal como a tentativa de usurpação de terras demarcadas indígenas, sejam prioritários na agenda bilateral”.

O deputado europeu quer também que o Presidente português chame o representante diplomático do Brasil e esclareça qual a posição oficial daquele país “relativamente ao cumprimento do Acordo de Paris e ao princípio do desmatamento zero”.

O PAN quer ainda que Marcelo solicite junto do secretário-geral da ONU, António Guterres, “os meios científicos, diplomáticos e financeiros que garantam a rápida e urgente elaboração de um roteiro internacional para a regeneração da floresta amazónica e que proactivamente incluam o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa no centro deste roteiro”, assim como assegurar “junto das instituições europeias e dos países da CPLP o apoio a este roteiro internacional”.

Ao primeiro-ministro, o eurodeputado pede-lhe que convoque com urgência “os embaixadores do Brasil, do Paraguai e da Bolívia em Portugal para tomar conhecimento e discutir as ações que estão a ser tomadas pelos seus governos em relação aos atuais incêndios, ao desmatamento decorrente e à destruição generalizada da floresta amazónica”.

Francisco Guerreiro pretende ainda que António Costa garanta que, na próxima reunião do Conselho Europeu, a 10 e 11 de outubro, seja incluída na ordem de trabalhos “o congelamento, por tempo indeterminado, da implementação do Acordo Transnacional da União Europeia com o Mercosul”.

 

Com Lusa

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