Ligue-se a nós

Atualidade

Algarve: Mulher acusada de agredir britânica condenada a seis anos e meio de prisão

Publicado

Justiça

Uma das mulheres acusadas de sequestrar e agredir uma cidadã britânica em 2015, no Algarve, foi nesta terça-feira condenada pelo Tribunal de Portimão a seis anos e meio de prisão efetiva por sequestro agravado.

Segundo o tribunal, ficou provado que Eliana Carvalho, de 24 anos, cometeu um crime de sequestro agravado, por ter sido “acompanhado de ofensas, tortura ou outro tratamento cruel, degradante ou desumano”, agindo com “violência excessiva, gratuita, total e fútil”.

Os outros dois suspeitos da coautoria dos crimes de sequestro e ofensas à integridade física qualificadas – a mãe da mulher agora condenada, de 40 anos, e um homem, de 22 anos – foram absolvidos por não ter ficado provado em tribunal o seu envolvimento no crime.

O caso remonta a 26 de maio de 2015, quando Leighanne Rumney, agora com 22 anos, foi aliciada a entrar num carro em Albufeira sob o pretexto de “falar sobre o João”, um homem que conheceu no bar e que seria o companheiro de Eliana Carvalho.

A vítima foi levada para um lugar ermo, perto da estação ferroviária de Alcantarilha, onde foi violentamente agredida.

 

Atualidade

Golas antifumo levam Ministério Público a fazer buscas no MAI e na Proteção Civil

Publicado

O gabinete do secretário de Estado da Proteção Civil, Artur Neves e o do presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), general Mourato Nunes, bem como empresas e Centros Distritais de Operações de Socorro (CDOS), estão esta manhã a ser alvo de buscas do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e da Polícia Judiciária.

Na origem desta ação judicial de recolha de provas está o inquérito, aberto em julho pelo Ministério Público (MP), para investigar o negócio da compra das polémicas golas antifumo.

As autoridades suspeitam que esta aquisição, que teve financiamento europeu e custou o dobro do valor de mercado, possa configurar numa fraude na obtenção de subsídio da União Europeia (neste caso o programa Poseur que entregou a Portugal 1,65 milhões, do total de 2,2 milhões de investimento).

Tendo ainda em conta todo o processo invulgar em que o contrato foi feito, o DCIAP está também a investigar se foi cometido o crime de participação económica em negócio, quer por parte de responsáveis do governo, quer da Proteção Civil.

O contrato foi assinado por Mourato Nunes, em maio de 2018, adjudicando à empresa Foxtrot Aventuras – cujo dono é Ricardo Fernandes, casado com Isilda Silva, presidente socialista de junta de freguesia de Longos, em Guimarães – o fornecimento de 15 mil kits de proteção pessoal, que incluíam as 70 mil golas antifumo. Ao todo a ANEPC pagou 328 656 euros, dos quais 126 705 eram para as golas.

O valor era o dobro do que estava disponível no mercado, o que o governo justificou pela urgência da compra, pois o material teria de ser distribuído nesse verão.

Por outro lado, em cinco empresas consultadas, só a Foxtrot respondeu. Foi um adjunto de Artur Neves, que entretanto se demitiu, quem sugeriu os nomes das empresas. Francisco Ferreira era o presidente da Concelhia do PSP de Arouca, uma autarquia que Artur Neves presidiu durante 12 anos antes de ir para o governo.

Nenhuma tinha atividade no setor. Outra empresa a quem a ANEPC comprou material foi a Brain One, que teve vários anos adjudicações da Câmara de Arouca, onde Artur Neves, foi autarca durante 12 anos, até ir para o governo.

Recorde-se que o ex-chefe de gabinete de Artur Neves, Adelino Mendes, demitiu-se quando foi constituído arguido, em maio passado, no âmbito de um inquérito-crime que investiga, precisamente, suspeitas de fraude na obtenção de subsídios comunitários. Também nessa altura houve buscas no gabinete.

Continue a ler

Populares