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Agência europeia alerta para risco de exclusão de idosos em sociedades digitais

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A Agência Europeia para os Direitos Fundamentais defende que os países europeus precisam de assegurar serviços públicos para todos. A população sénior deve poder escolher a forma como acede aos serviços públicos e receber apoio para adquirir competências digitais.

A Agência alertou hoje para a necessidade de garantir o acesso dos idosos aos serviços públicos nas sociedades digitais, devido ao risco de exclusão pela falta de competências para usarem plataformas ‘online’.

“Isto é uma potencial barreira para os seus direitos fundamentais. Pode colocá-los em desvantagem e em risco de exclusão das nossas sociedades digitais”, lê-se num relatório divulgado pelo organismo europeu.

Os relatores advertem que a população com mais idade está a aumentar e que as sociedades estão a ficar mais digitalizadas. “Muitos serviços públicos estão disponíveis ‘online’ e muitos mais estão a ser digitalizados”.

No entanto, os numeros mostram que apenas uma em cada quatro pessoas entre os 65 e os 74 anos na União Europeia tem pelo menos conhecimentos básicos nesta área.

“As pessoas mais velhas podem ficar privadas dos seus direitos fundamentais, como o acesso a cuidados de saúde ou pensões, nas nossas sociedades digitais”, destaca-se no documento.

Nem todos têm necessariamente competências ou recursos para usarem as ferramentas digitais. Para evitar a exclusão, os países podiam usar fundos europeus para ajudar a melhorar a literacia digital.

O combate ao idadismo – o preconceito em função da idade – é outras das recomendações constantes no relatório, uma vez que afeta a vontade e a capacidade das pessoas se envolverem com tecnologias modernas.

Lusa

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