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Adesão de 100% à greve dos motoristas de matérias perigosas, diz sindicato

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Camião

A greve convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, iniciada às 00:00 desta segunda-feira, regista uma adesão de 100%, segundo o balanço feito à agência Lusa pelo vice-presidente da estrutura, Pedro Pardal Henriques.

Até ao momento não saiu um único camião, a não ser aquilo que estava previsto para abastecer os hospitais”.

Os profissionais iniciaram a greve nacional por tempo indeterminado para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, tendo impugnado os serviços mínimos definidos pelo Governo.

À TVI, o sindicalista José Rego, explicou estes profissionais andam “com perigo e [têm] outras formações”, pelo que têm “de ter uma categoria de matérias perigosas”.

Também queremos dois salários mínimos, era o que tínhamos aí há 20 anos, e agora estamos praticamente com o salário mínimo nacional. Queremos também o subsídio de risco pago ao mês, em vez de ser ao dia, e mais respeito pelos motoristas, que trabalham horas a mais, há quem nem tenha descanso ao fim de semana nem nada”.

À Lusa, Pedro Pardal Henriques adiantou ainda que as empresas “têm feito uma pressão tremenda sobre estas pessoas”, inclusive através de ameaças de despedimento por pertencerem ao sindicato, criado há 14 meses através da conversão da Associação Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas.

Estão a decorrer concentrações em Aveiras, no Barreiro, em Sines e Matosinhos junto à Petrogal. Também em Quarteira, no Algarve, segundo a TVI, os motoristas estão a garantir apenas abastecimento a hospitais.

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Nove mortes, 757 novas infeções e menos internados nas últimas 24 horas

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Portugal registou nas últimas 24 horas nove mortes atribuídas à covid-19, 757 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e uma redução nos internamentos em enfermaria.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), estão hoje internadas 410 pessoas com covid-19, menos duas do que na quinta-feira, 76 das quais em unidades de cuidados intensivos, mais uma do que na véspera.

As mortes ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo (2), na região Centro (4), no Alentejo (2) e no Algarve (1).

Relativamente às idades das vítimas mortais, cinco tinham mais de 80 anos, três entre os 70 e os 79 anos e uma entre os 40 e os 4 anos.

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