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A água do mar está mais quente

Segundo o IPMA, “em julho, os valores da temperatura da água do mar à superfície foram da ordem dos 18ºC e superiores a 19°C nos primeiros dias do mês”.

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A água do mar mais quente este mês, com 2ºC acima do habitual nesta altura do ano. A explicação está num fenómeno atmosférico que impede a movimentação habitual das camadas de água no oceano.

Uma depressão a oeste da Península Ibérica condiciona o vento na costa ocidental portuguesa e está a impedir a circulação até à superfície de água fria das zonas mais profundas, movimentação oceânica designada como afloramento costeiro, que produz também o enriquecimento da água superficial com nutrientes, explica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Nas regiões onde ocorre o afloramento costeiro, a temperatura da água do mar é mais baixa, visto que a sua origem está em camadas mais profundas do oceano e o vento predomina de norte ou noroeste. Entre os dias 01 e 08 de julho, a existência de uma depressão centrada a oeste da Península Ibérica condicionou o regime de vento junto à costa ocidental portuguesa, predominando o vento oeste ou sudoeste, não permitindo que o fenómeno de afloramento costeiro ocorresse”, refere o IPMA.

Em consequência, os valores da temperatura da água do mar à superfície têm sido mais elevados que os valores normais para esta época do ano em cerca de dois graus celsius.

As observações da temperatura da água do mar em tempo quase real são obtidas através da rede de boias multiparamétricas do Instituto Hidrográfico, uma vez que o IPMA não dispõe de boias para monitorização da temperatura da água do mar à superfície, mas recorre também a sistemas de deteção remota.

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Parlamento aprova projetos de resolução para reflorestação do Pinhal de Leiria

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Pinhal Pinheiro

A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira projetos de resolução de BE, PEV, PSD e PCP e uma petição, por unanimidade, sobre a implementação de medidas para a reflorestação e gestão das matas litorais ardidas em 2017.

O plenário do parlamento discutiu hoje a petição do movimento “O Pinhal é Nosso”, com mais de 6.500 assinaturas, que deu entrada em março de 2018 e exige que “todo o valor obtido com a venda” da madeira ardida do Pinhal de Leira seja alocado para o apoio aos lesados e para a recuperação daquela mata.

No início do debate parlamentar, o deputado do Bloco de Esquerda Ricardo Vicente defendeu a necessidade “de um compromisso político governativo” de acompanhamento e monitorização da valorização da Mata Nacional de Leiria e de outras matas litorais.

“O Bloco [de Esquerda] propõe a construção, num prazo de seis meses, de planos de requalificação e reflorestação das matas [nacionais]”, sublinhou, adiantando que o mais preocupante é “a inexistência de um plano global e a ausência de compromisso a curto, médio e ao longo prazo”.

Já a deputada do Partido Ecologista ‘Os Verdes’ Mariana Silva assinalou que “falta muito por fazer”, apesar dos esforços do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Por seu turno, Margarida Balseiro Lopes, do PSD, lamentou que o Pinhal de Leira ainda se encontre “como o fogo o deixou” após os incêndios de 2017.

“Dois anos depois, o Pinhal de Leiria está como o fogo o deixou. […] os sinais de abandono do pinhal são visíveis”, frisou a deputada social-democrata.

João Dias, do PCP, apontou para a carência de recursos no Pinhal de Leiria, acrescentando que deve haver articulação entre o Estado, as autarquias e as populações.

O deputado socialista João Paulo Pedrosa lembrou a criação do Observatório do Pinhal de Leiria e de uma comissão científica.

“Foi aberto um concurso para 35 vagas de assistentes operacionais, está em curso a contratação de 100 técnicos superiores florestais […]”, disse o deputado, adiantando que foi feito um reforço de meios humanos.

Cristina Rodrigues, do PAN, lembrou a necessidade de atualização dos planos de reflorestação.

“[O plano de gestão] foi revisto em 2019, mas encontra-se desatualizado com base na atual floresta”, frisou.

Por sua vez, a deputada centrista Cecília Meireles acusou o Governo de não cumprir as recomendações previamente aprovadas, o que considerou “incompreensível”.

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