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42 praias de Cascais, Sintra e Mafra estão em avaliação quanto à presença de medusas

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Foto: IPMA

A Autoridade Marítima Nacional (AMN) está hoje a avaliar a presença de medusas ‘Velella velella’ em 42 praias dos concelhos de Cascais, Sintra e Mafra, distrito de Lisboa, permanecendo a interdição a banhos em Carcavelos e São Pedro do Estoril.

Na terça-feira, as praias de Carcavelos e de São Pedro do Estoril, em Cascais, foram interditadas a banhos, com o hastear da bandeira vermelha após ter sido detetada a presença de medusas ‘Velella velella’, situação que se mantém até que haja informação da monitorização que está a ser feita pela AMN, com a colaboração de militares da Marinha que integram o programa de vigilância das praias e dos nadadores-salvadores dessas mesmas praias.

“Neste momento, estamos a fazer um ponto de situação a todas as praias do concelho de Cascais, inclusivamente estendemos todo este trabalho de observação às praias dos concelhos de Sintra e de Mafra”, avançou o comandante Rui Teixeira, adjunto do capitão do porto de Cascais, perspetivando ter o resultado dessa avaliação “até ao final da manhã”.

Em declarações à agência Lusa, o comandante Rui Teixeira adiantou que a monitorização da presença de medusas ‘Velella velella’ abrange “42 praias” destes três concelhos do distrito de Lisboa.

“Apenas verificámos a afluência de medusas nas praias de São Pedro do Estoril e de Carcavelos”, afirmou o adjunto do capitão do porto de Cascais, referindo-se à situação identificada na terça-feira, que levou ao hastear da bandeira vermelha e à interdição de ida a banhos.

Questionado sobre a possibilidade de outras praias virem a estar interditadas a banhos, Rui Teixeira reforçou que a situação está a ser avaliada, sem descartar essa decisão.

“Se se justificar, se o número de medusas que derem à praia for em número considerável, faremos a nossa avaliação e, em caso de necessidade por questões de saúde pública, tomaremos as nossas decisões”, declarou o comandante da AMN.

“Neste momento, é prematuro. Eu próprio estive já esta manhã na praia de Carcavelos e na praia de São Pedro do Estoril e nas parias do paredão de Cascais, não observei nada. Vamos esperar, com a mudança da maré, para ver se há afluência dessas medusas ao areal, caso contrário, em coordenação com a delegada de saúde de Cascais e do município, tomaremos a decisão de levantar esta interdição a banhos”, explicou.

Na terça-feira, a AMN anunciou a decisão de hastear a bandeira vermelha nestas duas praias do concelho de Cascais, após ter sido detetada a presença de medusas ‘Velella velella’, informando que “as entidades envolvidas vão manter a monitorização desta situação e a interdição de ida a banhos será levantada assim que estiverem reunidas todas as condições de segurança”.

Neste âmbito, a AMN esclareceu que a interdição a banhos nestas praias foi determinada “por uma questão de salvaguarda dos banhistas, após ter recebido o alerta para o aparecimento destes organismos pelos nadadores-salvadores destas praias”.

Nos últimos dias, a presença de medusas ‘Velella velella’ foi registada na Praia da Vieira, na Marinha Grande, distrito de Leiria, o que levou também ao hastear da bandeira vermelha e ao desaconselhamento de ida a banhos, medidas que foram levantadas na segunda-feira, depois de dois dias sem deteção de presença das medusas no mar, informou o comandante da Capitania do Porto da Nazaré.

Sobre a presença de medusas ‘Velella velella’ naquelas praias, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse hoje que “a espécie Velella velella (Veleiro) está de momento a ocorrer em pequenas quantidades por toda a costa oeste portuguesa, incluindo em algumas ilhas dos Açores”, revelando que se trata de uma espécie de ocorrência comum e os seus tentáculos são pequenos e ligeiramente urticantes, pelo que é “aconselhável evitar o contacto direto com os mesmos de forma a evitar potenciais reações alérgicas, em caso de maior sensibilidade”.

“Não havendo evidências de queimaduras ou problemas de saúde associados, é considerada inofensiva”, assegurou o instituto.

No entanto, caso os banhistas tenham estado em contacto com as mesmas e tenham sido picados, devem aplicar bandas de gelo e, se possível, bicarbonato de sódio, recomendou o IPMA.

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Treinador do Benfica acusa políticos de usar “máscara” diferente para o futebol

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Jorge Jesus, acusou hoje “os políticos” de usar “uma máscara” diferente para o futebol, em relação aos outros setores de atividade, ao defender o regresso dos espetadores aos estádios.

A finalizar a conferência de imprensa de lançamento da partida de sábado, da I Liga, frente ao Moreirense, para a qual o Benfica vai convidar 20 sócios para assistir na tribuna, o técnico disse não saber “qual é a máscara que eles [políticos] põem” para o futebol, “a atividade que melhor soube trabalhar e conviver com o vírus”, e afirmou que é preciso “ser realistas e ter só uma máscara para a covid-19”.

“Com todo o respeito pela Direção-Geral da Saúde, não entendo porque não há espetadores no futebol. Essa conversa de as pessoas que estão no futebol ser diferente do cinema, do teatro, da festa do Avante!, ainda bem. Fiquei todo feliz por haver festa do Avante! Quem consegue ter um controlo da organização como aconteceu e como qualquer clube em Portugal pode fazer, e tivemos agora o exemplo da Supertaça europeia, não entendo como é que no Estádio da Luz não podem estar 15 ou 20 mil pessoas”, comparou Jorge Jesus.

O antigo treinador do Flamengo considerou que “temos de viver” com a nova realidade do vírus “ou então vamos todos um ano para casa e ficamos todos malucos”, antes de lembrar que, no Brasil, “daqui a duas semanas já têm 20 mil pessoas dentro do estádio” e concluir que em Portugal se está “a inventar aquilo que não tem nada de inventar”.

O Benfica recebe o Moreirense no sábado, às 18:30, num encontro da 2.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol onde vai tentar dar seguimento ao bom arranque de campeonato conseguido com a vitória por 5-1, no terreno do Famalicão, na jornada inaugural.

 

Lusa

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